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sexta-feira, 14 de março de 2014

EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS ECONÔMICOS

A evolução dos sistemas econômicos, nesses últimos dez mil anos, foi marcada por duas características norteadoras de todo o processo:
  • Especialização: sistema de produção segundo o qual cada indivíduo se concentra em um número limitado de atividades; e
  •  Troca: dar uma coisa por outra, substituir uma coisa por outra, permutar.
Através da especialização e da troca, as nações puderam dispor de maior produção, e os padrões de vida foram se elevando.
Diante disso, todas as nações passaram a aumentar o grau de especializações e de trocas.
As razões pelas quais a especialização e a troca permitem o crescimento da produção podem ser observadas pela capacidade humana de aprender durante a vida. Isto significa que o ser humano
possui a capacidade de aprender a fazer coisas durante a vida.
Diante disso, a especialização torna-o mais hábil para fazer algumas poucas coisas, em vez de ser amador em várias. Uma outra razão que se justifica é pelo tempo necessário para mudar de uma atividade para outra. Segundo Hall e Liberman (2003, p. 34), “[...] quando as pessoas se especializam e, com isso, passam mais tempo realizando uma só tarefa, há menos perda de tempo decorrente da
transição entre as tarefas”. Percebe-se, com isso, uma alteração nos níveis de produtividade dessa economia, levando-a a um crescimento do nível de produção.
Uma forma simples de entendermos e visualizarmos como se organiza a economia, como seus participantes interagem uns com os outros, como os compradores e consumidores se relacionam entre si e com o governo e, ainda, como a economia interna se relaciona com o setor externo, se expressa através do diagrama do fluxo circular ampliado. Veja a Figura
Diagrama do fluxo circular
Podemos observar que o diagrama do fluxo circular evidencia visualmente as relações econômicas instituídas e facilita o entendimento no que diz respeito ao funcionamento da economia,
utilizando as seguintes categorias: produtores (organizações), consumidores (famílias), governo e setor externo.
Verificamos no diagrama do fluxo circular a existência de relações entre os diversos agentes que compõem o mercado interno e também a relação desse mercado com o setor externo. Com a
presença de pessoas, empresas (grandes, médias, pequenas, formais e informais) e governos (municipal, estadual e federal), as relações estabelecidas dão sustentação ao mercado. Isto acontece em quase todos os lugares, e uma relação direta e indireta com o meio ambiente
acaba sendo processada. Para pensarmos em produção de bens e serviços precisamos considerar como elemento básico da análise a questão ambiental.
Diante do exposto, podemos dizer que a atual discussão sobre o tema meio ambiente e desenvolvimento econômico reflete a relação contrária que se manifesta, por um lado, diante do modelo de desenvolvimento adotado e os impactos provocados ao meio ambiente e, por outro lado, o que esses impactos ambientais podem provocar no modelo de desenvolvimento.

Você sabia que, no sistema econômico, tudo pode e deve ser avaliado monetariamente, de modo que toda a produção de bens e serviços que uma economia produz pode ser transformada em valor, medido pelo dinheiro ou pela moeda?
Mas como mensurar as atividades econômicas?


Mensurar significa quantificar essas relações. Logo quando as atividades econômicas de um país são mensuradas, a sociedade passa a ter mais clareza do seu processo de desenvolvimento econômico. Acompanhe como se desenvolvem o Fluxo Real e o Fluxo
Monetário da economia, ilustrados nas Figuras 2 e 3,respectivamente.

Figura 2: Fluxo real da economia
Fonte: Elaborada pelos autores

Figura 3: Fluxo monetário da economia
Fonte: Elaborada pelos autores
   

De acordo com as figuras, note que enquanto o Fluxo Real procura evidenciar as relações de demanda e oferta existentes no mercado de bens e serviços, o Fluxo Monetário deixa claro a relação
de pagamentos efetuados no mercado de bens e serviços, e a remuneração dos fatores de produção.
Assim podemos afirmar que o sistema econômico é o conjunto de relações técnicas, básicas e institucionais que caracterizam a organização econômica de uma sociedade.
Independentemente do seu tipo, todo sistema econômico deve, de algum modo, desempenhar três funções básicas – básicas em Economia, determinando:
  •  O que produzir e em que quantidade: precisamos definir entre as possibilidades, o que e qual a
quantidade a ser produzida, de modo a satisfazer o mais adequadamente a sociedade;
  •  Como produzir tais bens e serviços: devemos definir quem vai ser o responsável pela produção, qual a tecnologia a ser empregada, qual o tipo de organização da produção etc.; e
  •  Para quem produzir, ou seja, quem será o consumidor: devemos definir o público-alvo e as maneiras através das quais o produto deverá atingi-lo.
Mas como as sociedades resolvem os seus problemas
econômicos fundamentais: o que e quanto, como e para quem
produzir?


A resposta depende da forma de organização econômica. Cada relação entre esses agentes caracteriza um mercado em particular. No campo da Microeconomia*, podemos analisar o mercado de petróleo, de soja, de mão de obra para o setor financeiro etc., enquanto, no campo da Macroeconomia*, podemos destacar o funcionamento do mercado de bens e serviços, mercado de trabalho como um todo, mercado financeiro e mercado cambial.
Note que, no mundo de hoje, entender de economia e compreender como funcionam os mercados, em suas reais dimensões, problemas e implicações em termos de bem-estar social, econômico e político, nos auxilia bastante nas tomadas de decisões.
O mercado possibilita enxergar outras variáveis (outras relações) que não se encontram apenas no campo da economia.
Existem duas formas principais de organização econômica:
  •  Economia de mercado (ou descentralizada, tipocapitalista); e
  • Economia planificada (ou centralizada, tipo socialista).
Os países organizam-se dessas duas formas ou possuem algum sistema intermediário entre elas.
Outra questão importante, que surge na esfera do estudo econômico, diz respeito às distinções entre as preocupações macro e microeconômicas. Contudo, vale salientar que, embora, aparentemente díspares, ambas tratam do mesmo objeto: o sistema econômico.
Como já vimos, a Microeconomia trata do comportamento das unidades econômicas, enquanto a Macroeconomia aborda o conjunto da economia. Para tanto, sempre são feitas abstrações.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Macroeconomia


Macroeconomia (do grego: μακρύ-ς /ma΄kri-s/ grande, amplo, largo e οικονομία / ikono΄mia/ lei ou administração do lar) é uma das divisões da ciência econômica dedicada ao estudo, medida e observação de uma economia regional ou nacional como um todo.
A macroeconomia é um dos dois pilares do estudo da economia, sendo o outro a microeconomia.
 O estudo macroeconômico surgiu como forma de oposição ao sistema mercantilista vigente na Europa, este movimento foi chamado por Keynes de Revolução Clássica. Os dois dogmas mercantilistas atacados pelos clássicos eram, o metalismo (a crença de que a riqueza e o poder de uma nação estava no acúmulo de metais preciosos), e a crença na necessidade de intervenção
estatal para direcionar o desenvolvimento do sistema capitalista. O primeiro trabalho clássico foi A riqueza das nações, 1776 de Adam Smith, sendo considerado a partir desta publicação o início ciência econômica. O termo macroeconomia teve origem na década de 1930 a partir da Grande Depressão iniciada em 1929, onde foram intensificadas a urgência dos estudo das questões macroeconômicas,
sendo a primeira grande obra literária macroeconômica o livro Teoria Geral do Emprego, do
Juro e da Moeda , do economista britânico John Maynard Keynes, dando origem a Revolução Keynesiana que se opôs à ortodoxia da Economia Clássica. A macroeconomia concentra-se
no estudo do comportamento agregado de uma economia, ou seja, das principais tendências
(a partir de processos microeconômicos) da economia no que concerne principalmente
à produção, à geração de renda, ao uso de recursos, ao comportamento dos preços, e ao comércio exterior. Os objetivos da macroeconomia são principalmente: o crescimento da
economia, o pleno emprego, a estabilidade de preços e o controlo inflacionário. Um conceito fundamental à macroeconomia é o de sistema econômico, ou seja, uma organização que envolva
recursos produtivos. A estrutura macroeconômica se compõe de cinco mercados: • Mercado de Bens e Serviços: determina o nível de produção agregada bem como o nível de preços. • Mercado de Trabalho: admite a existência de um tipo de mão-de-obra independente de características, determinando a taxa de salários e o nível de emprego. • Mercado Monetário: analisa a demanda da moeda e a oferta da mesma pelo Banco Central que determina a taxa de juros. • Mercado de Títulos: analisa os agentes econômicos superavitários que possuem um nível de gastos inferior a sua
renda e dificitários que possuem gastos superiores ao seu nível de renda. • Mercado de Divisas: depende das exportações e de entradas de capitais financeiros determinada pelo volume de importações e saída de capital financeiro.

Teoria Keynesiana

As políticas econômicas intervencionistas foram inauguradas por Roosevelt com o New Deal, que respaldaram, no início da década de 1930, a intervenção do Estado na Economia com o objetivo de
tentar reverter uma depressão e uma crise social que ficou conhecida como a crise de 1929 e, quase simultaneamente, por Hjalmar Horace Greeley Schacht na Alemanha Nazista. Cerca de 3 anos mais tarde, em 1936, essas políticas econômicas foram teorizadas e racionalizadas por Keynes em sua obra clássica Teoria geral do emprego, do juro e da moeda . A teoria de Keynes é baseada no princípio de que os consumidores aplicam as proporções de seus gastos em bens e poupança, em função da renda.

Quanto maior a renda, maior a porcentagem desta é poupada. Assim, se a renda agregada aumenta em função do aumento do emprego, a taxa de poupança aumenta simultaneamente; e como a taxa
de acumulação de capital aumenta, a produtividade marginal do capital reduz-se, e o investimento é reduzido, já que o lucro é proporcional à produtividade marginal do capital. Então ocorre um
excesso de poupança, em relação ao investimento, o que faz com que a demanda (procura) efetiva fique abaixo da oferta e assim o emprego se reduza para um ponto de
equilíbrio em que a poupança e o investimento fiquem iguais.

Como esse equilíbrio pode significar a ocorrência de desemprego involuntário em economias avançadas (onde a quantidade de capital acumulado seja grande e sua produtividade
seja pequena), Keynes defendeu a tese de que o Estado deveria intervir na fase recessiva dos
ciclos econômicos com sua capacidade de imprimir moeda para aumentar a procura efetiva através de déficits do orçamento do Estado e assim manter o pleno emprego. É importante lembrar que Keynes
nunca defendeu o carregamento de déficits de um ciclo econômico para outro, nem muito menos operar orçamentos deficitários na fase expansiva dos ciclos. Deve notar-se que, para o estado aumentar a procura efetiva, deve gastar mais do que arrecada, porque a arrecadação de impostos reduz a procura efetiva, enquanto que os gastos aumentam a procura efetiva.

 O ciclo de negócios segundo Keynes ocorre porque os empresários têm "impulsos animais" psicológicos que os impedem de investir a poupança dos consumidores, o que gera desemprego e reduz a demanda efetiva novamente, e por sua vez causa uma crise econômica.
A crise, para terminar, deve ter uma intervenção estatal que aumente a demanda efetiva através do aumento dos gastos públicos. Keynes assinalou a importância da demanda agregada, e legitimou o recurso a déficits fiscais em momentos de recessão. No entanto, jamais defendeu déficits públicos crônicos. Seu pressuposto foi sempre o de que uma economia nacional equilibrada, do ponto
de vista fiscal, poderia, por um breve período, sair do equilíbrio para restabelecer o nível de emprego

O surgimento da macroeconomia como ciência

O surgimento da macroeconomia como ciência

A macroeconomia e uma das divisões da ciência económica que dedica-se ao estudo e observação de uma economia regional ou nacional como um todo. A macroeconomia e um dos pilares da economia, sendo o outro a microeconomia.
O estudo da macroeconomia surgiu como forma de oposição ao sistema mercantilista vigente na europa, que defendiam os ideais de Adam Smith que preconizava a nao intervenção do estado no funcionamento da economia. Segundo Adam Smith o estado deveria adoptar uma politica de “ laissez-faire”, deixando tudo a livre iniciativa dos privados sendo assim a intervenção do estado deveria ser mínima apenas para garantir as condições para o comprimento das regras de jogo ( lei e ordem, infra-estrutura sociais, como estradas e pontes, etc. ) no funcionamento de mercado.
A macroeconomia defendia o materialismo (a crença de que a riqueza de o poder de uma nação estava na acumulação de metais precioso) e a crença na necessidade da intervenção estatal para direccionar o desenvolvimento do sistema captalista.
As principais correntes macroeconómicas


• Teoria clássica

• Teoria kenesiana

A Teoria clássica

a macroeconomia clássica partia de dois pressupostos importantes: que os preços e salários eram sempre flexíveis e o que a moeda não era utilizada com fins de entesouramento.
Estes dois pressupostos permitiam o desenvolvimento dos dois modelos centrais da macroeconomia clássica: a lei do mercado ou lei de Say, segundo a qual a oferta cria sua própria procura; a teoria quantitativa da moeda que partindo da equação de trocas, concluía que, sendo a velocidade da moeda constante, e dada uma determinada quantidade de moeda, a produção variava em relação inversa e proporcional aos preços. Além destes dois modelos, para equilibrar a poupança e o investimento, a macroeconomia clássica fazia estas duas variáveis dependerem de taxa de juros, a qual era, por sua vez, determinada pela oferta de poupança e a procura de investimentos. O resultado de todo este processo era o pleno emprego no longo prazo, ou, o que dá no mesmo, impossibilidade de haver crises de longa duração, indefinidas, de subconsumo ou superprodução. O primeiro pressuposto, da existência de preços flexíveis, é importante para a macroeconomia clássica, embora não absolutamente essencial, porque este permite a garantia do pleno emprego sem qualquer intervenção do governo.
O segundo pressuposto da macroeconomia clássica é o de que a moeda não é utilizada para
entesouramento. A moeda para os clássicos é uma unidade de conta e um meio de troca, além de servir para se somarem mercadorias diferentes, a moeda é fundamentalmente um meio de troca. Os homens só teriam interesse em mantê-la em seu poder na medida em que dela
necessitassem para realizar suas transacções. Segundo os clássicos, existiria apenas um motivo para a procura de moeda: o motivo transaccional. O outro possível uso do dinheiro, como um meio de reserva de activos líquidos, e portanto seu consequente entesouramento, era considerado irracional, para os clássicos se o capitalista entesourora-se o dinheiro estaria perdendo os juros que poderia ganhar se houvesse aplicado seu dinheiro em activos fixos ou em títulos, logo o entesouramento era considerado inexistente.


A lei de say

Os dois pressupostos acima mencionados estão relacionados com o esquema central da macroeconomia clássica, consubstanciado na lei de Say. Jean Batiste Say foi o mais importante discípulo francês de Adam Smith. Era um defensor do liberalismo, e marcou todo o desenvolvimento do pensamento económico francês do século XIX. Publicou seu Traité d'Economie Politique em 1803.A teoria de Say "lei do mercado", ganhou bastante aceitação a lei de Say, partindo do pressuposto do universal que existiria no sistema capitalista liberal, que afirma que as crises de superprodução ou subconsumo são impossíveis, a não ser no âmbito sectorial isto porque toda produção implica em uma remuneração que vai se transformar imediatamente em procura. As pessoas não produzem e oferecem suas mercadorias no mercado pelo simples prazer de fazê-lo. Elas têm em vista produzir para, com isso, obter recursos que lhes permitiam comprar outros bens de consumo ou investimento que desejam. Quando a produção aumenta, ou seja, quando a oferta aumenta, a procura também aumenta simultaneamente; Ou seja, a oferta cria sua própria procura. A economia de mercado possuiria assim um mecanismo de controle automático, que a levaria sempre para o equilíbrio, tornando a superprodução geral impossível.


A Teoria Keynisiana

As ideias dos clássicos eram consideradas ilusionistas pois não adequavam-se a realidade vivida na época, os clássicos construíam um mundo económico perfeito onde as grandes crises eram impossíveis. Foi preciso que a grande depressão dos anos trinta destruísse as ilusões daquele mundo criado pelos economistas clássicos, e que surgisse uma economia real
como a de Keynes, que aliava um profundo conhecimento da teoria neoclássica a uma grande, e uma enorme capacidade de análise teórica a uma vivência do mundo económico e
financeiro e a uma decidida intenção de encontrar meios de política económica para nele
intervir - foi preciso essa conjugação de factores para que afinal a economia neoclássica
entrasse em colapso. A teoria macroeconómica de Keynes previa que uma economia avançada podia permanecer com altas taxas de desemprego e outros factores de produção desequilibrados ao contrario do que previa a teoria clássica.
Com Keynes o ênfase da análise económica passa da micro para a macroeconomia. Ao
Invés de iniciar a análise partindo do comportamento dos agentes económicos individuais
os produtores e os consumidores Keynes faz a análise do processo económico partindo de
conceitos económicos agregados, passa a estudar os acontecimentos económicos vividos na época como um todo. Isto não quer dizer que foi Keynes quem "inventou" a macroeconomia. Já havia uma macroeconomia clássica e neoclássica. Apenas não era dada especial ênfase a ela, perdida que estava no meio da análise microeconômica.
John Maynard Keynes é considerado o maior economista do século XX e precursor da Macroeconomia, sem esquecermos de Adam Smith no século XVIII e de Marx no XIX. Durante a grande depressão de 1930, que assolou o mundo, o principal problema era o desemprego. E este passou a ser a principal preocupação de Keynes na sua teoria: buscar a solução. A Lei de Say resumiu com notável precisão toda a argumentação clássica (simultaneidade e interdependência entre produção e renda), mas embora tudo indicasse que a oferta cria a sua própria procura, um importante elemento poderia interromper esse mecanismo: a poupança. Keynes desbancou os antigos conceitos e apontou soluções práticas para os principais problemas da época, sobretudo o do desemprego, ponto principal da sua teoria geral, e sua relação com o investimento e poupança.Com a publicação do seu livro (a teoria geral do emprego, do juro e da moeda) em 1936, Keynes vinha reajustar o capitalismo, mostrando que é necessário abandonar a política do laissez-faire (deixar fazer) da escola clássica, que contrariava uma possível intervenção do estado na economia e no mercado.
Keynes mostrou ser um homem de acção, sua competência, defendendo a intervenção do estado em benefício da economia, pois inovou com uma visão agregada, ou seja, ensinou a analisar o global, a macroeconomia.
A evolução da teoria tradicional do equilíbrio do pleno emprego
A concepção de equilíbrio da teoria clássica
Os conceitos de estatística, de equilíbrio de cada estado estacionário
As correntes clássicas utilizam três noções:
Equilíbrio: Exprime que, num sistema económico, onde elementos quantitativos se encontram em relação, se produz entre eles um ajustamento estável ou instável. Exemplo: a quantidade de bens produzidos a determinado preço se ajusta, permanentemente ou temporariamente, à quantidade de bens oferecidos ao mesmo preço. Define-se tal relação como "Ajustamento de quantidade".
Estática: É o estudo das condições que presidem à realização do equilíbrio. Ou é simples construção do espírito, esquema abstracto, imagem usada na tentativa de alcançar a realidade; ou então exprime profunda e real tendência da actividade económica. Traduz desta forma um ideal para o qual tende esta actividade, sem jamais atingi-lo; ou um estado real, efectivamente atingido, no termo de uma evolução dirigida por um factor preponderante.
Estado Estacionário: É o estado concreto, real, de um sistema económico que, em seguida de uma evolução, atingiu um ponto de repouso onde todos os elementos são estáveis e nenhuma mudança se produz na quantidade de elementos que compõe o sistema, nem na natureza e força dos movimentos que o animam.
A história revela duas correntes de estudo:
A primeira considera o estado estático como um estado da vida económica, estudando a formação do equilíbrio como se estivesse estudando um fenómeno concreto e mostra como a actividade económica se dirige para o estado estacionário.
A segunda considera que o estado estático é um estado hipo lítico, utilizando o conceito de equilíbrio como um meio de análise e parte da hipótese estática para estudar uma actividade económica cuja realidade se aproxima desse esquema, sem lhe ser exactamente conforme; o equilíbrio é uma tomada de posição metodológica.
Já a Teoria Geral de Keynes considera o equilíbrio uma situação concreta e encara a possibilidade de um estado estacionário.
2o. A determinação do Equilíbrio Estático e o Estado Estacionário.
Sendo o equilíbrio um estado real da actividade económica, a teoria tradicional demonstra existirem duas espécies de equilíbrio: o correspondente a um estado em movimento e o realizado pelo estado estacionário, sendo que, estão sujeitos a acção de um elemento director: o salário; onde na teoria clássica existem três concepções de salário: a do mínimo de existência, a do fundo dos salários e da produtividade.
Recorremos as duas primeiras para explicar a realização do equilíbrio, tanto no estado estacionário quanto no estado progressivo.
Adam Smith leva todo o jogo do equilíbrio a basear-se num eixo constituído pelo salário mínimo:
O salário não pode descer abaixo do necessário ao trabalhador para assegurar uma subsistência e a dos seus; por outro lado, a massa dos salários é paga pelos fundos destinados à manutenção do trabalho e que depende da acumulação de capital pelos empresários. A oferta do trabalho - dependendo do tamanho da população - e a procura - dependendo do tamanho dos fundos - determinam a taxa dos salários. Quanto ao lucro - confundido com juro - sua taxa depende da abundância dos capitais. Portanto, o aumento desses faz subir os salários e baixar os lucros.
No estado progressivo quando o montante das somas destinadas a acudir às necessidades dos trabalhadores aumenta mais depressa que a quantidade de trabalho, o salário se fixa acima do nível das subsistências; no estado regressivo produz-se o inverso.
Mas, com o tempo, o lucro baixa demais para poder incitar ao investimento; o capital já não se acumula mais e, portanto, o salário tende à fixar-se no nível das subsistências. Desde então, produz-se um ajustamento em que o preço, taxa de lucro, taxa de salários, tendem a permanecer estáveis; o estado estacionário, estado real da sociedade, é então atingido.
Mas qualquer que seja o estado da sociedade (regressivo, estacionário ou progressivo) é pela influência do lucro, o qual determina o salário a fixar-se no nível das subsistências, que se realiza e se exprime o estado de equilíbrio.
A baixa do lucro prejudica a acumulação de capital e, portanto, o desejo de empreender, chegando ao estado estacionário.
Outros achavam que o mínimo de subsistência não é fixado por meios externos, mas sim por um carácter psicológico susceptível de variação.
O equilíbrio do pleno emprego na teoria clássica:
Na teoria clássica, o equilíbrio resulta, portanto de um ajustamento do montante do capital e do nível da população; e esse equilíbrio se caracteriza pelo fato de acarretar a plena utilização de todos os factores de produção: capital e trabalho.


A procura de trabalho

"O número de trabalhadores úteis e produtivos é, em todo lugar, proporcional à quantidade de capital-estoque que é empregado para lhes permitir trabalhar e o modo particular pelo qual é empregado," - Adam Smith.
O volume de emprego é determinado pela fracção do capital empregado para lhes pagar os salários, e as suas variações estão ligadas ao montante do capital empregado. Possuir e ser titular de um estoque que consiste no "montante de bens pessoais, ou de bens outros que não a terra, considerados em dado momento" (Smith).Capital é aparte do estoque que fornece uma renda, a diferença entre o estoque e o capital é destinada ao consumo. Determina-se com relação ao indivíduo duas partes: O capital fixo e o circulante. E com relação a comunidade uma terceira parte: a reserva tendo em vista o consumo. O capital fixo é o empregado para a melhoria da terra, para compra de máquinas, de instrumentos e, em geral, para produzir uma renda que fique nas mãos do seu proprietário. O capital circulante é, ao contrário, destinado a mudar de titular; é empregado para cultivar, fabricar ou comprar produtos e vendê-los com lucro. É o capital circulante que fornece os materiais e os salários do trabalho e põe a indústria em movimento. Com relação à poupança: "tudo quanto uma pessoa poupa de sua renda, acrescenta-se ao seu capital; ou emprega para manter um número adicional de pessoas produtivas, ou põe outras pessoas em condições de o fazer, emprestando esse capital mediante um juro, isto é, parte dos lucros". Portanto, como o aumento da quantidade de trabalho útil depende do aumento de capital, depende também em definitivo da poupança, pois quando investida, leva à subsistência dos trabalhadores.
Em resumo, o capital faz parte dos fundos acumulados, servindo para produzir uma renda. Uma fracção desse capital determina a quantidade de trabalho produtivo, que só pode aumentar se a renda também crescer graças a uma poupança tirada da renda anual.
2. O equilíbrio do emprego do capital e do trabalho.
A alta ou baixa dos salários é comum a todos os estados de uma sociedade, quer seja no estado estacionário, no de progressão ou no de regressão. No estado estacionário, é regido inteiramente pelo crescimento ou pela diminuição da população. No estado de progresso, pelo aumento daquele que mais aumentar em relação ao outro - Capital ou População. O salário iguala a população e o capital. Portanto, quando se produz o salário abaixo do mínimo de existência, produz uma redução da população, uma diminuição do emprego. Quando se aumenta o salário, ocorre o inverso. Os sucessores dos clássicos se condenaram a um impasse e não chegam a explicar por que o sistema pode estar em equilíbrio quando existe sub-emprego do capital e do trabalho; ou, mais exactamente, não se aperceberam de seu erro que é o de postular o pleno emprego do capital e do trabalho. Ora, é aí precisamente que Keynes introduz sua correcção essencial graças à uma nova teoria de poupança e do investimento e à dissociação entre volume da população operária e volume do emprego efectivo. Em outras palavras, percebe que as quantidades de capital e trabalho podem ajustar-se, ou melhor, que o sistema fica em equilíbrio mesmo quando há sub-emprego de um de outro, o que não surpreenderia porque o sub-emprego da mão-de-obra está ligado ao sub-emprego do capital. Antes de abordar esta explicação, resta esclarecer por que os clássicos se perderam. Na teoria clássica, todas as quantidades de capital e de trabalho são empregadas. O erro está em considerar que sempre a quantidade de capital está empregada. Keynes diz que existe, também, o chamado desemprego voluntário, estabelecendo como meio determinante, quando o salário nominal não tem elasticidade e o operário não pode intervir na taxa, a baixa do salário real. O volume de emprego não pode ser estabelecido pela utilidade do salário e a desutilidade marginal.


Incentivo ao investimento

Quando Keynes fala de economia monetária, ele mostra que o dinheiro tem 3 funções:
 Meio de troca
 Unidade de conta
 Reserva de valor

Porém a mais importante para a economia monetária segundo Keynes é a reserva de valor, - ou seja, poupança, aplicações monetárias, etc. - pois a mesma possibilita o entesouramento de dinheiro, mas sem, contudo, esquecer-se do incentivo ao investimento. Esse entesouramento de dinheiro, é o que vai possibilitar a capacitação de recursos para que se tenha capital que vai ser emprestado para o investidor. Investidor esse que ao tomar o empréstimo, investe no aumento da sua produção que acaba gerando uma maior demanda de empregos.
Ao estimular a produção, gerando mais empregos, ele ao mesmo tempo que aumenta a sua oferta de manufacturados, ela, ao empregar m número maior de funcionários, acaba aumentando o número de consumidores em potencial - pois o cidadão agora que tem um emprego e renda fixa, ele vai começar a consumir mais, gerando um aumento significativo na demanda - por isso é que o governo deve aumentar o incentivo ao investimento.


Principio da demanda efectiva

Primeiramente, devemos ressaltar que foi de grande interferência a Depressão dos anos 30 para que as teorias a respeito desse tema fossem formuladas por Keynes e Kalecki. Esse princípio determinava que se deveria produzir a quantidade dada e não o que o sistema tivesse a capacidade de produzir, portanto, se não houvesse demanda não haveria produção e consequentemente a capacidade de produção se tornaria ociosa. Esse percurso pode ser definido através de três elementos que seriam: o poder de compra, da demanda e a produção, onde esses três factores cresceriam e diminuiriam seguindo a uma mesma direcção. Devemos colocar ainda que esses princípios se tornaram ponto de partida para os estudos sobre a teoria do emprego. Voltando a questão do poder de compra, seria bom se falar em dois factores desse poder de compra colocado por alguns economistas, onde você tem: o auto financiamento (onde ocorre o envolvimento dos seus próprios patrimónios) e o financiamento externo (a unidade através de créditos).
Keynes coloca que o equilíbrio máximo, alcançado por uma dada economia não está na diminuição do desemprego, mas sim no fato de que não existe capacidade ociosa onde os capitais de investimentos fixos estão em funcionamento normal, portanto, o problema não está relacionado com as pessoas e sim com as máquinas, onde alguns definem que a capacidade produtiva é a quantidade de produção que se obtém quando o equipamento está sendo utilizado normalmente.
O conceito utilizado de demanda efectiva, agregada ou global, está no fato de que Keynes foi precursor da macroeconomia, portanto, analisava os fatos de modo globalizado e não isoladamente como antes se fizera. Essa demanda efectiva não chegando a níveis próximos da oferta global, ou seja se a consumação se torna baixa, os investimentos insuficientes resultarão em um declínio de emprego, de produção e de renda. Se permanecerem em níveis proporcionais permanecerá estável.
Alguns economistas colocam que "a oferta cria a sua própria procura". Esse conceito, Keynes torna inválido uma vez que se isso fosse real, a procura e a oferta global seriam iguais para todas as quantidades de emprego, ou seja, mais emprego significará mais renda, porém é bom indicar que toda a produção é consumida em bens de consumo, portanto a renda aumenta em níveis proporcionais menores que a quantidade de produção.
Então, mais emprego significa mais renda que resulta em uma maior produção. Enfim, o emprego em função do preço da procura nos coloca que quanto maior for esse preço. Maior será também a quantidades de emprego. Colocando já em questão o volume de produção em função do rendimentos, percebemos que o rendimento se eleva, mas em níveis proporcionais menores que o consumo, onde o fato determinante é a propensão a consumir que coloca que o volume da procura está em função do aumento da renda, porém nem todo rendimento adquirido é utilizado para o consumo, pois existem ainda os que preferem os investimentos.
Enfim, Keynes acentua o termo teoria geral para contrastar com a teoria económica clássica que se limita ao pleno emprego. Keynes procura mesmo é explicar o volume de emprego em um dado momento, coloca que o desemprego é nítido em qualquer economia, sendo inevitável, assim como ele vê a inflação, onde ambas dependem do volume da procura efectiva, onde observa-se que quando a procura é deficiente gera desemprego, quando é excessiva resulta na chamada inflação.


Depois da teoria geral

Ficam assim traçadas as linhas fundamentais da macroeconomia keynesiana. Para seu real conhecimento seria necessária uma exposição muito mais extensa, com o recurso de gráficos e de um sistema de equações. Nossa finalidade actual, porém, é apenas a de darmos uma ideia introdutória do sentido geral da revolução keynesiana. Nestes termos, este resumo parece-nos, no momento suficiente.
A Teoria Geral obteve imediatamente uma enorme repercussão. Foi alvo de grandes elogios, em torno das ideias nela expostas constituiu-se imediatamente uma escola de brilhantes economistas, novas perspectivas de desenvolvimento se abriram para a ciência económica, esta recuperou o contacto com a realidade e voltou a ser operacional. Aquelas que não se tornaram estritamente keynesianas foram profundamente influenciadas por Keynes. Especialmente em relação às novas gerações de economistas, todos sofreram a influência de suas ideias. Mesmo os economistas marxistas obtiveram no pensamento de Keynes parte de inspiração e de crítica. Assim que saiu, porém, a General Theory foi também alvo de críticas, algumas tentando minimizar o carácter original de sua contribuição, outras procurando negar a correcção de sua análise. Nestes termos, Keynes passou a maior parte do seu tempo, desde a publicação da General Theory até o início da Segunda Guerra Mundial, ocupado em defender-se de seus críticos e em explicar o verdadeiro sentido de sua teoria. Porque é preciso salientar que a Teoria Geral estava longe de ser um livro de leitura fácil. Além disso, Keynes continuava com febril actividade de economista, jornalista, financista e mecenas das artes. Em 1937, porém, Keynes sofre um primeiro ataque do coração e é obrigado a diminuir o ritmo de sua actividade. Isto não o impede, porém, de publicar um novo livro, How to Pay the War (1940), em que examina o problema do financiamento da guerra que se iniciava. Propunha um sistema de empréstimo compulsório, a ser pago após a guerra. Era uma ideia ousada, nova, ao estilo de Keynes e não foi aplicada. Em 1940 Keynes voltara a trabalhar no Tesouro. Em 1942 tornou-se director do Banco da Inglaterra. Nesse mesmo ano foi elevado à nobreza. Tornou-se Lord 35 Keynes, barão de Tilton. Era então o mais respeitado economista britânico. Embora suas ideias nem sempre fossem postas em execução, por serem excessivamente revolucionárias, nem por isso deixaram de ser ouvidas.
Este fato ficou patente na última grande intervenção de Keynes, antes de sua morte, na Inglaterra, em 1946, motivada por mais um ataque do coração. Aproximava-se o fim da guerra e era preciso organizar as finanças internacionais para o após guerra. Realizou-se então, nos Estados Unidos, a Conferência de Bretton Woods, destinada a organizar as finanças internacionais para o pós-guerra que se avizinhava. Keynes, como representante do Reino Unido, foi a principal figura da reunião. Apresentou um projecto revolucionário para resolver o problema do financiamento do comércio internacional. O ouro e as moedas reservas nacionais (o dólar e a libra) seriam substituídos por uma moeda internacional, o Bancor, criada por um Banco Central Mundial, que o plano Keynes previa. A criação dessa moeda internacional implicaria em um extraordinário aumento das reservas financeiras internacionais e em uma grande flexibilidade no sistema financeiro internacional. Com isto Keynes pretendia que os países que se encontrassem em recessão económica e deficit de seu balanço de pagamentos não fossem obrigados a adoptar qualquer uma das três medidas tradicionais: desvalorização da moeda, deflação interna, ou restrições às imputações. Qualquer uma dessas três medidas teria sempre efeitos negativos, e poderiam ser evitadas através de um sistema de financiamento internacional amplo e flexível. O plano de Keynes era excessivamente inovador. A alternativa norte-americana, consubstanciada no Fundo Monetário Internacional, foi afinal adoptada, fazendo-se apenas algumas concessões ao Plano Keynes. Os Estados Unidos era naquela época, e por um período de três décadas já vinha sendo, um país sem problemas com seu balanço de pagamentos. Dessa forma, preferiram um plano mais conservador, ainda baseado no ouro e nas moedas-reservas. Certamente não previam as dificuldades que o deficit constante de seu balanço de pagamentos, a partir dos anos cinquenta, iria lhes trazer. De qualquer forma, porém, o plano apresentado por Keynes não foi aceito. Permanece, todavia, como um marco da visão, sempre voltado para a realidade do mundo, e nela procurando intervir. Sua obra fundamental, porém - aquela que inscreveu o nome de Keynes na história do pensamento económico, não como mais um economista que trouxe contribuições significativas para a análise económica, mas como o economista mais importante da primeira metade do século XX, que abriu novas perspectivas para a ciência económica - foi a Teoria Geral. Já vimos que esta obra, embora fruto do pensamento de um economista educado na mais pura tradição neoclássica, marshalliana, e dela aurindo muitos de seus conceitos fundamentais, constitui-se em uma revolução - uma revolução que sem destruir toda a análise económica pré-existente, renovou-a, abriu-lhe novas perspectivas, recolocou-a em contacto com o mundo.


As controvérsias entre a teoria clássica e keynesiana

A abordagem clássica era tida como o modelo económico que melhor explica sobre as forcas subjacentes ao crescimento económico.
Enquanto que a abordagem keynesiana, era tida como modelo económico que melhor explica sobre o ciclo económico nas economias de mercado.
Para os clássicos na macroeconomia:

• Há flexibilidade de preços e salários
• A economia e estável
• O pleno emprego e tido como o estado normal da economia
• Os mecanismo de equilíbrio macroeconómico são automáticos entre a procura e a oferta agregada
Na visão clássica era seguro afirmar que:
• O estado abstêm-se de investir na economia
• a moeda e lubrificante, ou seja facilita as transacções e não influenciam o nível de produto
• A lei de say a super produção e impossível por que a oferta cria a sua própria procura
• Não há diferença entre a economia de escambo e monitorizada
• Não há crises prolongadas
não há desperdícios de factores de produção, nem de produto
• As teorias de procura e oferta agregada não influenciam o desemprego enquanto que na abordagem keynesiana:
• Há rigidez de preços de salários
• O pleno emprego e apenas um nível possível (não de equilíbrio, pois este pode ser variável )
• Não há mecanismos automáticos que conduzem ao equilíbrio
• O estado e actor activo e intervêm no processo económico
• A moeda pode ser utilizado pelo estado para financiar os seus gasto e influenciar o nível de produto
Esta visão tem como consequências o equilíbrio abaixo do pleno emprego e as politicas monetárias e orçamentais apoiadas nos níveis elevados de produto e de emprego.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

INTRODUCAO A MACROECONOMIA

A Macroeconomia é o ramo da teoria económica que trata da evolução da economia como um todo.
A Macroeconomia analisa a determinação e o comportamento dos grandes agregados, como renda e produto nacionais, investimento, poupança e consumo agregados, nível geral de preços, emprego e desemprego, estoque de moeda e taxa de juros, balanço de pagamentos e taxa de câmbio.
A Macroeconomia trata os mercados de forma global.
No mercado de bens e serviços, o conceito de Produto Nacional é um agregado de mercados agrícolas industriais e de serviços.
No mercado de trabalho a preocupação é com a oferta e a demanda de mão-de-obra e com a determinação dos salários e nível de emprego.
A teoria macroeconómica preocupa-se com questões conjunturais de curto prazo.
São considerados questões de curto prazo o desemprego (diferença entre a produção realizada e a produção potencial da economia, quando todos os recursos sejam totalmente empregados) e a inflação (aumento contínuo do nível geral de preços).
São consideradas questões estruturais problemas como desenvolvimento econômico, distribuição de renda, globalização, progresso tecnológico, as quais, extrapolam a análise económica.
A parte da teoria econômica que estuda o comportamento dos grandes agregados ao longo do tempo (longo prazo) é denominada teoria do crescimento e desenvolvimento económico.

CRÍTICAS AO MODELODE KEYNES

A teoria keynesiana não explica a crise como um fenômeno cíclico, com particularidades e inerente
ao funcionamento da economia capitalista, mas sim como algo inteiramente
novo e de certa maneira acidental.
A origem da crise é atribuída ao comportamento humano, basicamente erro de previsão dos agentes econômicos e ou política econômica inadequada e, portanto, esta poderia ser evitada (Ribeiro e Mendonça,1986). Este autor destaca que nesta visão o subjetivo sempre sobrepõe-se ao objetivo, desconsiderando assim a existência de leis objetivas na economia que determinam o desenvolvimento dos fenômenos econômicos autônomos da vontade e consciência dos homens. Castro (1986), acredita que a afirmação keynesiana de que o ciclo seja ocasionado por uma
mudança cíclica da eficiência marginal do capital é questionável.
Assim Keynes, sem ter resultados satisfatórios, procura vincular a idéia de
ciclo econômico com a teoria geral.
Isto ocorre ao apresentar a EMC como variável independente e sensível às expectativas de
longo prazo.
No entanto, para que esta afirmação seja procedente é necessário que a eficiência marginal do capital apresente oscilações cíclicas, proposição que o autor não consegue fundamentar. Segundo Castro, nas poucas tentativas neste sentido, Keynes relaciona a expectativa de rendimentos futuros (EMC) ao estoque de capital existente ou à especulação e incerteza. Na primeira relação, o estado de expectativas conduziria ao otimismo exagerado ou ao pessimismo sobre a decisão de investir.
Na segunda relação, o estado de incerteza, resultaria em expectativas que no longo prazo baseiam-se em informações mutáveis e não confiáveis e, portanto, sujeitas a súbitas e violentas mudanças.
Segundo Castro, no primeiro caso, a causa dos ciclos econômicos estaria assim relacionada a fatores de ordem psicológica que praticamente fogem do alcance da economia, e no segundo caso, se o conhecimento em relação ao futuro fosse calculável e não sujeitas a súbitas mudanças, a lei de Say passaria a ser válida.
Além disto, a incerteza não é abordada como algo inerente ao comportamento humano.
O sentido de instabilidade atribuído por Keynes não significa que o sistema pode mover-se a qualquer direção e nem considera que as expectativas a longo prazo podem ser assimiláveis. "É um paradoxo do capitalismo que a própria incerteza intrínseca ao caráter anárquico (não regulado conscientemente) de sua atividade produtora de mercadorias gere um antídoto na forma de um comportamento convencional, que aplaina o caminho do investimento por intermédio de um não desprezível componente inercial nas expectativas.
É este o elemento estrutural básico que torna possível converter a anarquia em instabilidade e não em caos" (Possas,1986).

O Princípio de Ajustamento do Estoque de Capital O enfoque keynesiano sobre o investimento
apresenta uma incoerência.
Ao considerar o nível de renda do pleno emprego, o autor não considera que o efeito do investimento não se dá somente sobre a renda (multiplicador), mas também sobre a capacidade
produtiva instalada.
Sendo assim, para que o nível de pleno emprego se mantenha é necessário que cresça a cada período, conforme abordado no modelo de Kalecki, quando apresenta o duplo caráter do investimento.
Inverte sua posição ao tratar dos efeitos do investimento sobre a sua determinação, quando considera o investimento como variação do estoque de capital e não seus efeitos no nível de renda (Jobim,1981).

Crédito e Poupança A controvérsia entre o crédito e a poupança e seu efeito sobre o investimento pode ser sintetizado em duas vertentes:
a dos fundos de empréstimos (Síntese neoclássica e neo- keynesianos) e a da abordagem pela
preferência pela liquidez (Keynes e pós-keynesianos).
A dos fundos de empréstimos, na sua versão clássica, atribui ao banco um papel passivo de repassadores de poupanças, por supor que apenas a moeda manual é aceita nas transações
econômicas. Esta versão enfatiza a função da poupança no financiamento do investimento como condição necessária para realizá-lo.
Neste sentido, Jorgenson atribui a otimização dos investimentos como função das preferências
fundamentais e da tecnologia que caracteriza a economia e que os fatores meramente financeiros não influenciam fenômenos reais.
Este autor acredita que se o investimento é definido pelas preferências estáveis e pela tecnologia, as flutuações no nível de produção seriam previsíveis e possíveis de isolar, ou seja, grande parte da volatilidade da demanda agregada introduzida por Keynes seria controlável através de uma política de estabilização adequada (teoria das expectativas racionais, ver Fazzari,1993 e Precious,1987).
Ainda na direção da versão dos fundos de empréstimo, Robertson, numa abordagem mais moderna, amplia o conceito de meios de pagamento, ao incluir saldos de transações e recursos advindos do Banco Central.
Nestas circunstâncias, o sistema bancário assume um papel ativo e define a oferta de crédito, admitindo, contrariamente à versão clássica, a possibilidade de desequilíbrios entre a oferta e demanda global por crédito.
A taxa de juros restauraria este equilíbrio, pois funcionaria como um mecanismo de ajuste entre poupança e investimento global. Na versão alternativa da preferência pela liquidez, a taxa de juros não atua no equilíbrio entre a poupança e o investimento global, mas representa um prêmio pela perda da liquidez.
Nestas condições, a taxa de juros depende muito mais das decisões dos agentes econômicos do
que do fluxo de poupança e investimento global, e o equilíbrio entre a poupança e o investimento
é definida pelo nível de renda, uma vez que a decisão de realização do investimento resulta do
estado de expectativas dos agentes, sustentada no princípio da demanda efetiva.
Na versão destes autores, a instabilidade dos fatores financeiros podem causar instabilidade nos
investimentos e na macroeconomia (teoria das incertezas, ver Fazzari,1993 e Precious,1987). Neste contexto, a falta de uma distinção clara do efeito do aumento da demanda por moeda pelo
motivo transação (preferência pela liquidez) com a finalidade de investir (fundo de empréstimo ou "finance motive"), sobre a taxa de juros, gerou polêmica (Amadeo e Franco,1989). Para Keynes e os pós- keynesianos, a provisão de recursos para a realização de um investimento
("finance motive") não altera a liquidez da economia, porque o próprio gasto na compra
dos equipamentos ajusta-a automaticamente.
A empresa que vendeu os equipamentos mantém os recursos sob a forma de depósito bancário,
caracterizando assim uma operação puramente contábil. Robertson não aceita esta posição por acreditar que a liquidez se restabelece somente quando o efeito multiplicador se completa e o financiamento é totalmente amortizado.
Para Robertson, dificilmente a geração efetiva de receitas nos níveis estimados se concretiza e os gastos em investimento dificilmente se identificam com a vida útil do equipamento (período
de geração de renda).
Nesta condições, o efeito do caráter temporal dos gastos em investimento e da renda gerado por este investimento alteraria o
estado de liquidez do sistema (Amadeo e Franco,1989). A polêmica é fruto de uma compreensão
diferente sobre o conceito de liquidez: em Keynes liquidez parece representar "o volume de ativos líquidos à disposição dos bancos para empréstimos"; em Robertson, a liquidez "diz respeito àrecomposição da estrutura do ativo dos bancos (relação caixa/ depósitos)" (Amadeo e Franco,1989). Amadeo e Franco (1989), acreditam, ainda, que a massa de lucro de cada período e a política de sua distribuição pode afetar a capacidade e decisão das firmas de realizarem novos
investimentos.
Se a expectativa de lucro não se concretiza, a fragilidade financeira de empresa aumenta, gerando dificuldades para efetuar as amortizações e o refinanciamento e ou novas decisões de
investimento sofrerão influência de possíveis restrições quantitativas de crédito, spreads mais
elevados e deságio na venda de ações, ambas de impacto negativo ao investimento. Figueiro (1995) destaca que a análise de Keynes (comparando à de Kalecki) é mais financeira, por supor
o investimento como função da eficiência marginal do capital e da taxa de juros,
confrontando a decisão de investir em capital fixo com outras possibilidades de
aplicações financeiras, e atribuir um papel de destaque à moeda e à preferência pela liquidez.
Consegue, desta forma, captar melhor o aspecto financeiro da economia capitalista.

O Progresso Tecnológico Kalecki, ao introduzir o fator tecnológico em seu modelo, apresenta o
princípio da demanda efetiva de forma mais completa. É importante destacar que esta variável
explica o investimento que ocorre em períodos em que a taxa de retorno é
desfavorável (deficiência de demanda efetiva). Nestas circunstâncias, o princípio da demanda
efetiva em Keynes bapresenta dificuldades para
explicar porque o investimento ocorre; trata- se, na verdade, de uma estratégia empresarial
ofensiva que visa atingir uma condição privilegiada no momento da reversão do ciclo econômico.

Curto e Longo Prazo Kalecki, diferentemente de Keynes, atribui a determinação do investimento mais a fatores de longo prazo, especificamente a poupança dos capitalistas,
taxa de juros de longo prazo (embora a considere bastante estável, concorda que a taxa de retorno deve ser superior para que haja investimento) à expectativa de lucros e ao fator tecnológico.
A Fragilidade Teórica Alguns autores (entre eles Schumpeter) atribuem o valor da teoria geral
muito mais como instrumento de política econômica e não por questão de teoria econômica, devido ao hábito de estabelecer conclusões práticas sobre bases teóricas frágeis (o
chamado vício ricardiano). No entanto, quase não se encontram recomendações de política econômica na teoria geral, que na verdade se difundiram através dos seus seguidores. O trabalho
teórico de Keynes preocupou-se muito mais com o emprego dos recursos disponíveis do
que com crescimento e acumulação de capital. Sendo assim, seu trabalho se limita ao curto prazo,
deixando a tarefa da transposição ao longo prazo para outros autores (Vernengo,1994 e Robinson,1979). 3.4.7 - A Dinâmica na Teoria Geral A síntese neoclássica, através de Hicks, no
modelo IS/LM, mostra que a economia encontra equilíbrio simultâneo no mercado de bens (nível de renda) e monetário (taxa de juros). Pigou (efeito riqueza) e Modigliani (efeito Keynes) mostram que a queda dos preços e dos salários é uma arma eficiente na condução ao pleno emprego.

Os pós-keynesianos, com o objetivo de resgatar a teoria geral, afirmam que a existência de moeda representa a presença do elemento de instabilidade que pode quebrar o ciclo renda-gasto, pois a retenção da moeda (liquidez) é a acumulação mais procurada em períodos de crise. Para Keynes, uma redução dos salários e do preço reduz, respectivamente, a
demanda efetiva e o lucro, gerando instabilidade e estimulando a acumulação de ativos líquidos
(dinheiro), provocando, assim, um aumento na taxa de juros e contrariamente a Pigou e Modigliani, desencorajaria o investimento.
A síntese neoclássica negligencia a importância da moeda e das expectativas, distorcendo desta forma, o conteúdo da teoria geral (Bittencourt,1995). Em síntese, tanto o modelo de Keynes quanto o kaleckiano representam um importante marco teórico no sentido de introduzir uma revisão à macroeconômica clássica e neoclássica e na tentativa de explicação da dinâmica
capitalista.

Multiplicador fiscal

O multiplicador fiscal é a razão de uma variação na renda nacional ocasionada por uma alteração nos gastos governamentais que ela provoca. Mais genericamente, os gastos exógenos ao multiplicador são a razão de uma mudança na renda nacional em relação a qualquer mudança nos gastos
autônomos (as despesas de investimento privado, gastos do consumidor, gastos do governo, ou
gastos de estrangeiros sobre as exportações do país) que ela provoca.
Quando este multiplicador for superior a um, o efeito sobre a renda nacional será maior, efeito este conhecido como efeito multiplicador .
 O mecanismo que pode dar origem a um efeito multiplicador é um montante inicial de gastos incrementais que pode levar a um aumento do consumo e aumento da renda, resultando em um
aumento global da renda nacional maior que o incremento inicial. Em outras palavras, uma mudança inicial na procura agregada pode causar uma mudança na produção agregada (e, consequentemente, a renda agregada que ele gera) que é um múltiplo da mudança inicial.
No entanto, multiplicadores com valores inferiores a um são medidos empiricamente, e sugerem
que certos tipos de gastos do governo, investimentos privados ou gastos dos consumidores podem gerar inflação.
Pode ocorrer porque o primeiro aumento nos gastos pode provocar um aumento nas taxas de juros ou no nível de preços, causando uma queda na renda real das pessoas.
 A existência de um efeito multiplicador foi proposto inicialmente por Richard Kahn, em 1930, e é particularmente associada com a economia keynesiana . Algumas outras escolas de pensamento econômico rejeitam ou minimizam a importância dos efeitos multiplicadores (fiscais e monetários), nomeadamente em termos de longo prazo.
 O multiplicador fiscal foi usado como argumento justificativo de alívio fiscal para estimular a demanda agregada.

Dispêndio governamental

O outro aspecto importante do multiplicador, é que na medida em que os gastos do governo geram
consumo, também, de forma similar, geram "novas" receitas fiscais.

Por exemplo, quando o dinheiro é gasto em uma loja, há uma cobrança de impostos sobre qualquer
objeto comprado, o lojista incrementa sua receita com a despesa feita pelo
consumidor e, consequentemente, paga mais imposto de renda. Portanto, embora o governo dispenda € $ 1,00, é provável que ele receba de volta uma parte significativa do € $ 1,00 em um momento oportuno, tornando a despesa líquida muito menor do que o custo inicial. De fato, é possível, que o governo receberá de volta mais do que o dispêndio inicial € $ 1,00, o dispêndio então ficaria caracterizado como um investimento .

Crises Econômicas


Os consumidores aplicam as proporções de seus gastos em bens e poupança, em função da renda. Quanto maior a renda, maior a porcentagem desta é poupada. Assim, se a renda
agregada aumenta em função do aumento do emprego, a taxa de poupança aumenta
simultaneamente; e como a taxa de acumulação de capital aumenta, a produtividade marginal do capital reduz-se, e o investimento é reduzido, já que o lucro é proporcional à
produtividade marginal do capital. Então ocorre um excesso de poupança, em relação ao investimento , o que faz com que a demanda (procura) efetiva fique abaixo da oferta e assim o
emprego se reduza para um ponto de equilíbrio em que a poupança e o investimento fiquem iguais. Esse equilíbrio pode significar a ocorrência de desemprego involuntário em economias avançadas
(onde a quantidade de capital acumulado seja grande e sua produtividade seja pequena).
Segundo a teoria de Keynes , o Estado deveria intervir na fase recessiva dos ciclos econômicos com
sua capacidade de imprimir moeda para aumentar a procura efetiva através de déficits do orçamento do Estado e assim manter o pleno emprego

Aplicação

O multiplicador fiscal é uma ferramenta usada pelo governo para tentar
estimular a demanda agregada. Isso pode ser feito em um período de recessão ou incerteza econômica. O dinheiro investido pelo governo gera mais empregos, o que significará mais gastos e assim por diante. A idéia é que um aumento líquido do rendimento disponível em toda a
economia gere um acréscimo maior do que o investimento inicial. Quando é esse o caso, o
governo pode aumentar o produto interno bruto de forma que ele seja maior que o montante gasto
inicialmente em relação ao montante da arrecadação em impostos. O diferencial está na forma
em que é conduzida a política fiscal . O estímulo fiscal líquido pode ser acrescido pelo aumento das
despesas acima do nível das receitas fiscais, redução de impostos abaixo do nível
de gastos do governo, ou qualquer combinação dos dois, que resulta em menos tributos governamentais . O déficit resultante deve ser financiado pelas reservas do governo, financimento da
dívida governamental, por meio da venda de títulos da dívida pública ou o incentivo ao investimento
privado. Se o dinheiro é emprestado, ele deve eventualmente ser pago com juros, de modo que o efeito a longo prazo sobre a economia dependa do trade-off entre o aumento imediato do PIB e os custos a longo prazo da dívida resultante.
Deve-se notar que a extensão do efeito multiplicador depende da propensão marginal a consumir e da propensão marginal a importar. Também que o multiplicador pode funcionar no sentido inverso, assim, uma queda inicial nos gastos pode provocar novas quedas na produção agregada. O conceito do multiplicador econômico à escala macroeconômica pode ser estendido para todas as
regiões econômicas. Por exemplo, construir uma nova fábrica pode gerar novos empregos para a
população local, que pode ter repercussões econômicas para a cidade ou região.

O MODELO HARROD-DOMAR

O modelo Harrod-Domar foi o primeiro modelo específico de crescimento a
ser elaborado. Sem dúvida, Ricardo, Marx e Schumpeter já haviam elaborado
modelos de desenvolvimento. E na obra de outros economistas já estavam contidos
modelos de desenvolvimento, mas nunca sob a forma explícita e precisa do modelo
Harrod-Domar. Mais importante que essa prioridade no tempo, porém, este modelo
apresenta uma característica que o torna notável: sua extrema simplicidade.
Está baseado em dois conceitos básicos: do lado da oferta agregada, na
relação marginal produto-capital, σ, ou seja, em quanto aumenta a produção ou a
oferta global, quando, através do investimento, aumenta de uma unidade o estoque
de capital; e do lado da demanda, no propensão maginal a poupar, s, ou seja, em
quanto aumenta a poupança, quando aumenta de uma unidade a renda ou demanda
agregada.

Do lado da oferta tem-se a função de produção
Y = σ K (1)

ΔY = σ Δ K (2)

ΔY = σ I (3)

sendo

Y = renda ou produto estoque de capital

K = estoque de capital

ΔK = I = investimento

σ = relação produto-capital média e marginal.


Por outro lado, tem-se a demanda agregada, definida em termos keynesianos,
a partir da função consumo e de uma série de pressupostos simplificadores:

Y = C + I (4)

C = bY (5)

Pode-se, assim, definir a equação geral da demanda agregada (6)

e da demanda agregada incremental (7)

Y = (1/s) I (6)

ΔY = (1/s) Δ I (7)


sendo

C = consumo

b = propensão marginal e média a consumir

s = 1 – b = propensão marginal e média a poupar.

Dada a condição de equilíbrio entre a oferta e a procura agregada,
correspondente à igualdade ex-ante entre investimento e poupança, pode-se
equalizar a oferta (2) e demanda (6)

ΔI/I = σs (8)

Por outro lado, isolando-se I em (3) e em (6), tem-se também que:

ΔY/Y = σs (9)

Tem-se, portanto, que, para um desenvolvimento em condições de equilíbrio,
a taxa de crescimento da renda deverá ser igual à taxa de crescimento dos
investimentos, e ambas deveriam ser iguais ao produto da relação produto-capital
pela propensão marginal a poupar. Por outro lado, na medida em que a relação
média e marginal produto-capital são constantes, o estoque de capital deve também
crescer à mesma taxa que a renda. Tem-se pois,

ΔY/Y = ΔI/I = ΔK/K = σs (10)


CONCEPÇAO DE FIO DA NAVALHA

Este modelo extremamente simples está baseado em uma concepção de fio
da navalha do crescimento. O processo de desenvolvimento, nesses termos, é
eminentemente instável Existe apenas uma taxa de crescimento dos investimentos e
da renda que assegura o equilíbrio, e, dentro de uma perspectiva tipicamente
keynesiana, não há nenhum mecanismo automático que garanta o crescimento
àquela taxa.

O sistema capitalista, segundo este modelo, é necessariamente dinâmico,
para que haja equilíbrio, mas este só ocorrerá por simples acaso, já que os
mecanismos de mercado não o garantem. O dinamismo do sistema decorre da dupla
função do investimento: de um lado, determina a demanda agregada, via
multiplicador, de outro, produz um aumento da oferta; através da função de
produção. Se o investimento for positivo, mas não crescer, a economia deixará
ociosa parte de sua capacidade produtiva crescente, já que a oferta agregada
continuará a crescer (dada a acumulação líquida de capital positiva), enquanto que a
demanda agregada permanecera estagnada (dada a manutenção do mesmo volume
absoluto de investimentos). É preciso, portanto, que o investimento seja não apenas
positivo, mas cresça sempre, à mesma taxa do crescimento da renda para que a
economia encontre o difícil e único caminho do equilíbrio.
O modelo Harrod-Domar faz, portanto, uma opção clara por um tipo de
crescimento instável, em que as três variáveis básicas do modelo, a taxa natural de
crescimento, ΔY/Y (correspondente à taxa de crescimento da população somada à
taxa de desenvolvimento tecnológico), a propensão marginal a poupar e a relação
produto-capital são determinadas independentemente. Além disso, estas duas
últimas variáveis são consideradas constantes. Nesses termos, conforme observam
Halin e Mathews (1964, p. 784), o modelo conduz a um tipo de crescimento
instável. Dada a equação básica,
ΔY/Y = σs,
se σ e s são constantes e independentes, nada assegura que a economia cresça em
equilíbrio.
Dois tipos de crítica foram dirigidos a esta abordagem. De um lado, os
economistas neo-keynesianos de Cambridge, e particularmente Kaldor, observaram
que, se se transformar a propensão marginal a poupar em uma variável endógena do
modelo, dependente da distribuição de renda entre capitalistas e trabalhadores
(admitida a hipótese clássica, comum a Ricardo e a Marx, de que a propensão
marginal a poupar dos primeiros é maior que a dos últimos), a variação na

distribuição da renda garantiria o equilíbrio a longo prazo do sistema. A demanda
agregada é constituída pelos lucros dos capitalistas e pelos salários dos
trabalhadores. Nos momentos de prosperidade os investimentos estariam crescendo,
a demanda agregada cresceria. os preços e os lucros idem, enquanto se reduziria o
consumo real. Ocorreria, portanto, um processo de concentração de renda. Nos
momentos de crise dar-se-ia o inverso. Em ambos os casos o – sistema tenderia para
o equilíbrio através de um maior ou menor grau de concentração de renda, que
afetaria a propensão a poupar da economia. Nas palavras de Kaldor (1956, p. 95):
“(...) um aumento do investimento, e portanto na demanda total, fará crescer os
preços e as margens de lucro, e portanto reduzirá o consumo real, enquanto que uma
diminuição nos investimentos, e portanto na demanda total, causa uma queda nos
preços (relativa ao nível dos salários) e conseqüentemente um aumento
contrabalançador no consumo real, Pressupondo-se preços flexíveis (ou melhor,
margens de lucro flexíveis), o sistema é portanto estável ao nível de pleno
emprego.”3.
A outra crítica teve origem nos economistas neoclássicos, para os quais o
modelo keynesiano instável era inaceitável na medida em que o equilíbrio
automático da economia, via sistema de preços, constitui o ponto de partida e o
necessário ponto de chegada de todos os raciocínios. Em vista disso, os neoclássicos
criticaram o modelo Harrod-Domar e apresentaram alternativas nos termos do
modelo de Solow e de Meade mais compatíveis com a visão marshalliana da
concorrência perfeita e do equilíbrio geral automático da economia. Ao invés de
fazerem variar a propensão marginal a poupar através do maior ou menor grau de
concentração de renda, como os neo-keynesianos e neo-marxistas, os neoclássicos
preferiram fazer variar a relação o produto-capital através da adoção de uma função
de produção que permitisse perfeita substituição de capital por trabalho.

Diferenca entre Crescimento exógeno e crescimento endógeno

A versão tradicional da teoria neoclássica do crescimento económico atribui
grande importância à poupança e formação de capital na explicação do crescimento,
numa perspectiva de curto e médio prazo, mas, no longo prazo, as diferenças nas
taxas de crescimento económico são o resultado das diferenças tecnológicas
exógenas (Solow (1956), Swan (1956) e Cass (1965)) e do crescimento sustentado,
exógeno, na oferta de factores (como, por exemplo, o crescimento populacional).
No longo prazo, a taxa de crescimento reduz-se a uma constante, independente da
taxa de poupança e, as variáveis fiscais podem afectar o rendimento, mas não a taxa
de crescimento económico de longo prazo.
No modelo neoclássico, as alterações do rácio de poupança só têm efeitos
temporários no crescimento devido à hipótese dos rendimentos decrescentes do
capital. No curto prazo, se o aumento da poupança conduz a um aumento do stock
de capital e um crescimento mais acelerado, os rendimentos dos novos
investimentos, ao longo do tempo, reduzem-se devido ao aumento da intensidade
do capital. No entanto, o facto das poupanças serem agora menos produtivas, ou a
própria redução do rendimento, impede o crescimento das poupanças e de novos
investimentos e o crescimento desacelera. A poupança, por este facto, não pode
constituir um factor determinante do crescimento económico de longo prazo. «O
stock de capital não pode crescer mais rapidamente do que a oferta efectiva de
trabalho que depende do crescimento populacional e da eficiência do trabalho»
(Agell et al (1997): 37).
O modelo neoclássico de crescimento, se permite estruturar os pensamentos
sobre o crescimento económico, ao introduzir um conjunto de hipóteses
simplificadoras que salientam alguns mecanismos centrais, apresenta, no entanto,
limitações importantes (Agell et al (1997)): a) o modelo não é suportado por uma
teoria que explique os factores de crescimento (exógenos) ¾ crescimento
populacional e alterações tecnológicas; b) a teoria do modelo neoclássico não
contempla as interacções entre instituições políticas, económicas e sociais
assumindo que todos os mercados funcionam bem e que todos os consumidores são
iguais, os argumentos tradicionais para a aplicação de políticas económicas
correctivas, e de redistribuição do rendimento, não fazem sentido. Enquanto que os
argumentos tradicionais, para justificar a intervenção de um sector público na
economia, se baseiam nas preocupações sobre distribuição e falhas de mercado, no
modelo neoclássico não se encontram razões para um sector público ou um Estado
Providência. Se os wedges fiscais e outras regulamentações governamentais
reduzem a eficiência económica, e o modelo permite averiguar os custos
económicos do sector público, não elucida sobre os seus benefícios; e, c) nestes
modelos, dada a exogeneidade dos mecanismos do crescimento, impedem a
explicação dos principais factores que determinam a taxa de crescimento e,
adicionalmente, porque o crescimento é exógeno, a política não afecta a taxa de
crescimento. Como tal, os «modelos exógenos de crescimento limitaram a utilidade
para explorar as determinantes do crescimento [...] o que explica porque é que o
interesse na teoria do crescimento declinou nos anos 60 e só reviveu quando se
desenvolveu a teoria do crescimento endógeno quase 25 anos mais tarde» (Myles
(2000): 144).
O artigo de Paul Romer (1986) sobre o crescimento endógeno, impulsionou muito
a teoria do crescimento económico e a realização de trabalhos empíricos posteriores
sobre as determinantes do crescimento económico e, as modernas teorias de
crescimento económico, apresentam a taxa de imposto como uma das principais
determinantes das taxas de crescimento de longo prazo. Com crescimento
endógeno, a política fiscal pode afectar não só o nível de output mas também a taxa
de crescimento de longo prazo1: os impostos têm um efeito negativo na taxa de
crescimento de longo prazo desde que afectem os incentivos.
Na maior parte dos modelos de crescimento endógeno2 assumem-se
rendimentos constantes para os factores de produção que podem ser “reproduzidos”
por poupança e investimento, determinando o crescimento económico de longo
prazo. Por este motivo, a taxa de crescimento é endogeneizada, uma vez que é
determinada pelas decisões de investimento que resultam do próprio modelo.
Nos modelos de crescimento endógeno (Romer (1986), Lucas (1988)), a taxa de
crescimento estável do modelo de Solow ¾ impulsionada por crescimento da
tecnologia e produtividade da força de trabalho ¾ é substituída por taxas de
crescimento do estado estacionário que podem diferir de uma forma persistente
devido às políticas fiscais implementadas pelo governo (King e Rebelo (1990)).
Estes modelos realçam factores como efeitos “spillover” e “learning-by-doing”,
através dos quais as decisões das empresas em investimentos de capital ou em I&D,
ou as decisões individuais em capital humano, podem gerar efeitos externos
positivos que afectam a economia como um todo. Estes modelos predizem que
alterações permanentes nas políticas governamentais que afectem as taxas de
investimento podem conduzir a alterações permanentes na taxa de crescimento do PIB. É, pois, plausível que os impostos, ao afectarem aquelas decisões, possam ter
um efeito persistente no crescimento económico.
Se, até então, as perspectivas de crescimento de longo prazo se baseavam na
hipótese dos rendimentos decrescentes do capital e, desta hipótese, decorria que a
taxa de remuneração do investimento e a taxa de crescimento do output per capita
decresciam com o aumento do stock de capital per capita esperava-se que, ao longo
do tempo, as taxas salariais e o rácio capital/trabalho convergissem entre as
economias. Nesta perspectiva, quer as condições iniciais dos países, quer as
políticas actuais não tinham impacto no crescimento económico e, não existindo
progresso tecnológico, a taxa de crescimento do output per capita convergia para
um estado estacionário à taxa nula. No entanto, «a taxa de investimento e a taxa de
remuneração do capital podem aumentar, em vez de diminuir, com aumentos do
stock de capital. O nível de output per capita em diferentes países não tem que
convergir; o crescimento pode ser persistentemente lento em países menos
desenvolvidos e pode mesmo não ocorrer. Estes resultados não dependem de
qualquer tipo de alterações tecnológicas específicas ou de diferenças entre os
países. As preferências e as tecnologias são estacionárias e idênticas. Mesmo a
dimensão da população pode ser mantida constante. O que é crucial para todos estes
resultados é o ponto de partida da hipótese usual de rendimentos decrescentes.»
(Romer (1986): 1003).
Este novo enquadramento do estudo das determinantes do crescimento de longo
prazo tem fortes implicações (Agell et al (1997)). Por um lado, as instituições
políticas, económicas e sociais têm agora um papel activo no crescimento
económico. Neste âmbito, vários estudos foram realizados, nomeadamente os
efeitos das políticas comerciais, impostos e despesas públicas sobre a taxa de
crescimento de longo prazo. No modelo neoclássico, os wedges fiscais reduzem a
eficiência económica, no modelo de crescimento endógeno provocam efeitos
negativos permanentes no crescimento. Por outro lado, enquanto no modelo
neoclássico não é tida em conta a influência do Estado na afectação de recursos, no
modelo de crescimento endógeno analisam-se os benefícios e os custos da sua
intervenção. Há estudos que realçam o papel das externalidades na formação de
capital: para Lucas (1988) se o retorno social da educação exceder o retorno
privado, os investimentos em capital humano e, possivelmente, o crescimento de
longo prazo, também será demasiado baixo, facto pelo qual justifica o subsídio da
educação em diferentes níveis. Outros realçam os benefícios da promoção de I&D:
Romer (1990) salienta a importância da concorrência imperfeita e vantagens de
escala da I&D. Neste contexto, defende-se, também, a necessidade de uma política
pública de intervenção que estimule o desenvolvimento técnico e inovação. Outros
trabalhos dão muita ênfase às infraestruturas e às instituições: Barro (1990)
Política fiscal e crescimento económico
considera que os investimentos em comunicações, protecção dos direitos de
propriedade e escolaridade básica são investimentos produtivos que favorecem o
crescimento de longo prazo. Autores há que realçam o papel das instituições
financeiras: Saint-Paul (1992) defende que o governo, facilitando a criação de
instituições financeiras, pode incentivar a tomada de risco e as alterações
tecnológicas.
No entanto, a determinação da dimensão óptima do sector público é de difícil
resolução: a preocupação, por parte do Estado, em maximizar o crescimento de
longo prazo, tem que ponderar entre os efeitos da política de intervenção pública
que favorece o crescimento e os efeitos que retardam o crescimento resultantes de
impostos mais elevados e regulamentações.
A teoria do crescimento económico, se tem tido em consideração as funções do
sector público como a correcção de falhas de mercado, investimentos em
infraestuturas e impostos, tem descurado a função do Estado na redistribuição do
rendimento e de como o comportamento político é determinado pelos interesses,
por vezes conflituosos, na sociedade

Reservas Obrigatorias ou deposito compulsorio

Reservas obrigatorias ou depósito compulsório é uma das formas de atuação de um Banco Central para garantir o poder de compra da moeda, e, em menor escala, para execução da política monetária. O depósito compulsório é geralmente feito através de determinação legal, obrigando os bancos comerciais e outras instituições financeiras a depositarem, junto ao Banco Central, parte de suas captações em depósitos à vista ou outros títulos contábeis.  

Multiplicação da Moeda

 O principal objetivo do depósito compulsório é evitar a multiplicação descontrolada da moeda escritural.O Depósito Compulsório é a reserva obrigatória recolhida dos depósitos bancários, conforme percentual fixado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), com a finalidade de restringir ou de alimentar o processo de expansão dos meios de pagamento. -Texto adaptado (Programa de Educação Financeira do Banco Central do Brasil, no passado, depósito compulsório foi considerado como instrumento de política monetária, mas paulatinamente passou a ser visto como instrumento de preservação da estabilidade financeira: fonte site Banco Central. Quando uma pessoa deposita certa quantia de dinheiro num banco comercial, esta quantia fica disponível para que o banco a empreste a outro cliente. Este cliente, por sua vez, não gasta imediatamente todo o dinheiro tomado como empréstimo, mas deposita o valor tomado em um segundo banco. Neste ponto temos uma multiplicação da moeda, já que o primeiro depositante tem a totalidade de seu dinheiro disponível em moeda escritural (pode emitir um cheque nesse valor, ou fazer compras com cartão de débito, por exemplo) e o segundo depositante também tem a mesma quantidade disponível. Entretanto, a quantidade de moeda "real" é apenas a quantidade que foi depositada pelo primeiro depositante. Num exemplo mais concreto: Digamos que A tenha 100 dinheiros e isso seja toda a nossa economia num país imaginário P. Quando A deposita esses 100 dinheiros no banco X, os 100 dinheiros em papel moeda se transformam em 100 dinheiros em moeda escritural, que A pode gastar emitindo cheques ou usando seu cartão eletrônico. Temos então que outra pessoa, digamos B, precisa de 100 dinheiros. Ela se dirige ao banco X e toma um empréstimo de 100 dinheiros. O banco X entrega então a B os 100 dinheiros em papel moeda que A lhe havia entregue como depósito, sem com isso diminuir o valor em moeda escritural que A tinha em sua conta. Assim temos na economia do país P um total de 200 dinheiros, mas apenas 100 desses em papel moeda. A moeda está se multiplicando a cada depósito. Se B também deposita seus 100 dinheiros num banco Y, e C toma um empréstimo junto ao banco Y de 100 dinheiros, temos mais uma multiplicação da moeda. Essa multiplicação não tem limites, já que os bancos podem emprestar todo o dinheiro depositado neles. Essa situação é insustentável, se a oferta de moeda se torna maior que o que a economia é capaz de produzir, a inflação toma conta para reajustar o valor da moeda até o nível de preços. Mas se a moeda é infinita, então a inflação também será. Aí entram os depósitos compulsórios.

Controle da Multiplicação da Moeda

 Suponhamos que para cada depósito feito por uma pessoa num banco, este banco deva reservar 50% do dinheiro, e só possa emprestar os outros 50%. Nesse caso, B só pode tomar 50 dinheiros de empréstimo, e C só pode tomar 25 dinheiros, e assim sucessivamente, até que o valor que poderá ser emprestado é menor que 1 dinheiro, e assim não pode mais ser depositado ou emprestado. Nesse caso, a multiplicação da moeda não é infinita e pode ser controlada através da variação desta porcentagem. Essa "reserva" de dinheiro é o depósito compulsório. Os Bancos Centrais obrigam a cada banco que uma parcela do dinheiro que eles captam em depósitos seja depositado junto ao Banco Central. Esta parcela é usada para que o Banco Central tenha um controle da quantidade de moeda que existe na economia do país, seja na forma de papel moeda, seja na forma de moeda escritural, e assim poder controlar o poder de compra e a liquidez da moeda.

A MACRO E A MICROECONOMIA

Estudo da teoria econômica pode ser desdobrado em dois ramos: o da análise Microeconômica, e o da Análise macroeconômica. Desta maneira, o grupo deverá citar as abordagens dos autores sobre o campo de estudo da Microeconomia e da Macroeconomia.





O Estudo da Teoria Econômica se divide em duas grandes áreas: a Teoria Microeconômica e a Teoria Macroeconômica.
• A Teoria Microeconômica, ou microeconomia, preocupa-se em explicar o comportamento econômico das unidades individuais de decisão representadas pelos consumidores, pelas empresas e pelos proprietários de recursos produtivos. Ela estuda a interação entre empresas e consumidores e a maneira pela qual produção e preço são determinados em mercados específicos.
• A Teoria Macroeconômica, ou Macroeconomia, por sua vez, estuda o comportamento da economia como um todo. Ela estuda o que determina e o que modifica o comportamento de variáveis agregadas tais como a produção total de bens e serviços, as taxas de inflação e de desemprego, o volume total de poupança, as despesas totais de consumo, as despesas totais de investimentos, as despesas totais do governo, etc.
Apesar das diferenças apontadas não existe, em princípio, nenhum conflito entre a micro e a macroeconomia, uma vez que o agregado da economia é dado pela soma de seus mercados.
Fonte de pesquisa:
Autores: Carlos Roberto Martins Passos
Otto Nogami
Livro: Princípios de Economia
Editora: Pioneira
Página: 41
• Microeconomia

A microeconomia pode ser entendida como o ramo da ciência econômica que estuda o comportamento dos consumidores e, por outro lado, certos aspectos relacionados ao funcionamento das empresas, no tocante a custos e produção de bens e serviços e, também, a receita e fatores produtivos.
A área de abordagem da microeconomia diz respeito às formas pelas quais as unidades individuais que compõem uma economia – os consumidores os empresários e os proprietários dos fatores de produção – interagem, visando a satisfação das necessidades econômicas da sociedade. Por sua vez, a microeconomia interessa-se pelos estudos dos agregados – produção, consumo e renda da população como um todo – em lugar das divergências internas nas operações da economia.
A análise microeconômica identifica-se, em grande parte, com uma “Teoria de Preço”. Nos dias de hoje, os preços têm a função especial de reunir e comandar as decisões de milhões de indivíduos, não somente em economia de mercado – movidas fundamentalmente pelos movimentos da oferta e da procura - mas, também nas chamadas economias planejadas ou centralmente comandadas.


• Macroeconomia


A macroeconomia compreende o estudo dos agregados – a produção ou renda nacional, o consumo, o emprego, a moeda, o nível de preços, o comércio internacional. Estes são, pois, aspectos amplos e globais da realidade econômica, que passará a ser abordada de forma “macroscópica”. Antes no enfoque “Microscópico”, podíamos observar de perto nossa participação na realidade econômica do país, ganhando e gastando, economizando sempre que possível. Agora, ao tratarmos dos agregados, abordando aspectos como o custo de vida em contínua e persistente ascensão, o nível de emprego em volume inferior às necessidades, sentir-nos-emos alheios à própria evolução dos fatos, porque, aparentemente as coisas fogem completamente do nosso controle pessoal. Na análise que ora iniciamos, a dúvida deslocar-se-á de uma visão individualizada para a visão da economia como um todo.
A renda disponível dos indivíduos é, em termos reais, menor a cada dia que se passa, num processo de elevação do nível geral de preço, não acompanhado de reajuste dos salários nominais. A análise

macroeconômica deve possibilitar respostas a questões tão importantes como: que é que determina o nível de renda em uma economia? Que é que determina o nível geral de preços? Que é que determina o nível geral de empregos? Estas questões referem-se aos problemas agregativos da economia como um todo. Problemas que somente a partir dos anos 30 passaram a merecer a atenção dos economistas. Antes disso, a teoria econômica dominante tendia a ignorar o principal dos problemas agregativos: o do emprego. Os antigos economistas argumentavam que, teoricamente haveria automaticidade do pleno emprego: segundo as idéias de Jean Baptiste Say, economista francês que viveu entre 1767 e 1832, a oferta cria a sua própria procura, e, por isso, só estariam desempregados aqueles que exigissem salários irreais, ou que preferissem ficar desempregados, ou ainda aqueles que estivessem em trânsito, entre um emprego e outro.
Fonte de Pesquisa:
Autores: Fauzi Tímaco Jorge
José Octávio de Campos Moreira
Livro: Economia – Notas Introdutórias
Editora: Atlas
Editado: 1995
Página: 33 e 111/112


Conclusão de Macroeconomia e Microeconomia


Enquanto a Macroeconomia define a Economia de uma forma global, nos seus aspectos econômicos, a Microeconomia define as estruturas individuais tanto das empresas como dos seus consumidores, pois ambas estão interligadas entre si.