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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Adam Smith e o Paradoxo do Valor

Quando Adam Smith na sua famosa obra “A Riqueza das Nações”(1776) questionava:
Porque é que a água que é tão essencial à vida vale muito menos do que o diamante que é apenas um bem de luxo?

Tratava-se do Paradoxo do Valor. Cerca de 200 anos depois, é que foi possível responder a esta questão, quando os teóricos do Marginalismo (Jeovans, Menger e Walras), apresentaram as suas conclusões sobre a importância da Utilidade Marginal na decisão do consumidor.

Como vimos,
 No passado, segundo os teóricos clássicos, o valor de um bem estava implícito no próprio bem visto ser dado pela quantidade de Trabalho nele incorporado. Quer dizer: o valor de um bem tinha carácter objectivo por ser formado do lado da Oferta, uma vez que resultava dos custos incorporados no objecto, sendo a mão-de-obra o recurso económico com o custo mais representativo nessa altura (Manufactura).
 Com o surgimento dos Marginalistas, o valor de um bem, já não está no próprio bem, mas sim no Consumidor, através da satisfação ou utilidade que ele retira do consumo desse bem. Significa que o valor do bem passa a ter um carácter subjectivo (variável de pessoa para pessoa) sendo por isso formado do lado da Procura, porque depende da satisfação que o bem proporciona ao seu Consumidor.

A água apresenta um elevado valor de uso para qualquer ser vivo (Homem, animal ou planta) e um baixo valor de troca (porque com o preço que pagamos pela água só podemos trocar por outros poucos bens). Pelo contrário, o diamante apresenta um baixo valor de uso (porque não é essencial à vida embora seja um bem de luxo procurado por um número relativamente reduzido de pessoas no mundo inteiro) e um elevado valor de troca (porque com o preço que se paga pelo diamante podemos trocar por grandes quantidades de outros bens).

Samuelson (1999) apresenta uma explicação muito compreensiva sobre o Paradoxo do Valor, que podemos resumir no seguinte:

A água é relativamente abundante na Natureza. A sua transformação (em água potável, canalizada, engarrafada, etc.) para ser utilizada pelo Homem faz-se a custos relativamente baixos. Porém, os diamantes são escassos na Natureza e o seu custo de extracção é extremamente elevado.
Além disso, como já vimos, existe um paralelismo entre o comportamento da curva da Utilidade Marginal e o comportamento da curva da Procura de tal modo que o preço de um bem é determinado pela sua UMg, para mais informacao sobre o comportamento da curva da procura veja sobre a escolha do consumidor na abordagem cardinal.
No caso concreto da água, a Utilidade Total é elevada (um copo de água pode salvar uma vida) mas é a Utilidade adicional (UMg) que o consumidor retira da última unidade adicional que determina o seu preço, por sinal muito baixo por a água ser relativamente abundante.
Veja-se o caso do ar que respiramos: É um bem livre, com uma Utilidade Total muito elevada (todos precisamos de ar para viver) mas com uma UMg igual a zero porque existe em quantidades ilimitadas!
Quanto ao diamante, a sua Utilidade Total é inferior à da água (o diamante não salva uma vida!) mas é a sua escassez que determina que a sua Utilidade Marginal seja tão elevada. Não é fácil termos à nossa disposição tantas unidades adicionais de diamantes como acontece com o número de unidades adicionais de água! Assim, o preço do diamante que é igualmente determinado pela sua UMg é, por conseguinte, também elevado.

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA MOEDA

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA MOEDA
A moeda tal como a conhecemos hoje, é resultado de uma longa evolução.
a) Economia de escambo
No início não havia moeda e os povos permutavam entre si os seus produtos. Nos primórdios da Humanidade os povos eram nómadas, viviam da caça e recoleção e as trocas entre as comunidades eram ocasionais.
Com a descoberta da Agricultura surgiu o excedente o que tornou as trocas entre as comunidades mais frequentes e deu lugar a uma maior divisão do trabalho. Vivia-se a era da economia de escambo ou de trocas Directas. Com o desenvolvimento das actividades e acrescente divisão de trabalho no seio das comunidades resulta numa infinidade de produtos a serem trocados. E isto levanta o problema da dupla coincidência de Desejos e custos de transação. Dai surge a necessidade de uma mercadoria que servisse de termo de comparação (padrão de valor) e meio de circulação das restantes mercadorias(moeda mercadoria).
b) Moeda Mercadoria
As primeiras mercadorias a desempenhar a função de moeda foram as que apresentavam maior importância para as comunidades: alimentos(sal), metais(ouro, prata) e os ornamentos(missangas, loias). Estas mercadorias com a função de moeda tinham, no entanto, grande valor de uso e o seu proprietário poderia a qualquer momento retirá-la de circulação e usá-la.
Exemplo do Sal que era usado como moeda e na cozinha.

Alguns exemplos de Moeda- Mercadoria:
• Gado (boi) foi usado na india como moeda mercadoria. A moeda indiana Rupia vem de RUPA que em sanscrito quer dizer Gado ou manada.
• SAL foi usado na África, Birmânia e certas tribos da América do Norte. Da moeda-mercadoria Sal formou-se Salário.
• Arroz usado no Japão;
• Cacau_México;
• Trigo_China, Egípto e Índia, etc.
• Moeda Metálica: é composta fisicamente por metal (ouro, prata, cobre) e tem portanto um certo valor intrínseco (custou a ser produzido). Entre as moedas metálicas existe uma paraidade: ex. 1 gr de ouro troca-se por 12grs. De prata.
As moedas metálicas são cunhadas: o Estado inscreve nelas certos dizeres, inclusive a quantidade de metal nela contida. É também uma forma de moeda mercadoria.
c) Moeda Papel: é um certificado emitido pela casa de custódia e representa uma certa quantidade de moeda metálica depositada no banco e por isso se designa de representativa. Na sua aparência física é um pedaço de papel mas tem o poder liberatório, isto é, o seu portador pode reclamar junto do banco, a qualquer momento, a quantidade de metal que ela representa.
d) Papel moeda: surge na Europa na I grande Guerra Mundial, quando o estado aboliu a relação entre a moeda e os metais. O papel moeda tem circulação forçada, ou seja, por lei os agentes económicos são obrigados a aceitá-la. Toma também o nome de moeda fiduciária (é a moeda que hoje se usa) e consiste nas notas e moedas emitidas pelos bancos Centrais.
e) Moeda Bancária ou Escritural: nem todas as operações de pagameto são feitas usando moeda emitida pelo banco central. Os cheques, as letras, os pagamentos directos em contas bancárias, as transferências bancárias,etc, constituem a moeda escritural ou bancária.
f) Moeda electrónica: cartões de crédito, débito


 CRITÉRIOS PARA UM ACTIVO SER ACEITE COMO MOEDA:
 Deve ser geralmente aceite.
 Deve ter um padrão de qualidade, simplifcando a determinação do seu valor;
 Precisa ser durável, ie, não se pode deteriorar.
 Deve ser fácil de transportar
 Deve ser divisível em unidades menores, pois diferentes bens têm diferentes preços.
 Deve ser raro e de difícil falsificação.

 OFERTA MONETÁRIA
Moeda é tudo aquilo que é geralmente aceito como meio de pagamento por bens e serviços e como pagamento de dívidas. Moeda também é conhecido como meio de troca.
A oferta monetaria ou aquantidade de moeda em circulação numa economia é o valor total dos meios de pagamento comumente aceitos nessa economia.
A quantidade de moeda influencia muitas variáveis económicas, dai a necessidade de especificar quais os itens ela inclui.

A. Componentes da oferta de Moeda
 Moeda no sentido Restrito (M1):
representa a moeda para transações que engloba rúbricas que são usadas efectivamente para transações.Os componentes de M1 são: Notas e moedas em circulação(NMC)ou em poder do público e os depósitos à ordem(D.O) que representam fundos depositados em bancos e noutras instituições financeiras sobre as quais podem ser sacados cheques.
M1 = NMC + DO
 Moeda no Sentido Lato (M2)
É também designado por quase- moeda e é constituida pelas componentes do M1 (notas e moedas em circulação + os depositos a ordem) e pelos depósitos à prazo.
M2 = NMC + DO + DP
M2 = M1 + DP
Existem 4 intervenientes no processo de oferta de moeda:
O Banco central : é um orgão governamental que fiscaliza o sistema bancário e é responsável pela condução da política monetária.
Os Bancos comerciais: tem papel de intermediação financeira, na medida em que aceita depósitos dos agentes superavit’arios e concede empréstimos aos agentes deficitários. Participa no processo de criação de moeda através da multiplicação dos depósitos.
As instituições superavitárias (os depositantes)
As instituições deficitárias ( os tomadores de empréstimos).


B. OFERTA DE MOEDA: Processo de Criação da Moeda
A oferta de Moeda é dado por: M = NMC + DO
Aqui observamos quee a oferta de moeda não só é determinada pela política monetária mas também pelo comportamento dos indivíduos retêm moedas e dos bancos que a guardam
a) Conceitos Básicos
Reservas: correspondem aos depósitos que os Bancos receberam mas não emprestaram. As reservas dos bancos tem 2 componentes:
 reservas obrigatorias que são determinadas pela política do Banco central, isto é, pela taxa das reservas legais ou obrigatorias; e
 as reservas livres que fica ao critério de cada banco.
100% de reservas: o sistema bancário não influi sobre a oferta de moeda
Reservas fraccionárias: os bancos mantém como reserva uma parte dos seus depósitos.
b) CRIAÇÃO DE MOEDA
Pressupostos:
 a totalidade de nova moeda permanece como depósitos á ordem no sistema bancario
 nenhum banco mantêm reservas livres ou excedentárias.

c) MULTIPLICADOR DA OFERTA DE MOEDA (m)
Vemos que existe um novo tipo de multiplicador a operar sobre as reservas. Por cada metical adicional de reservas proporcionado ao sistema bancario, os bancos acabam por criar 5mt de depósito ou moeda bancária adional.
O multiplicador da oferta de moeda é o racio entre a nova moeda e a variação das reservas. Ou seja, é o rácio entre os novos depósitos á ordem e o aumento das reservas.


O multiplicador da oferta de moeda resume a lógica da criação de moeda pelos bancos. A totalidade do sistema bancário pode transformar um aumento inicial das reservas num montante múltiplo de novos depósitos, ou moeda bancária.

 PROCURA DE MOEDA
Aprocura de moeda é diferente da procura de outros bens como pão, arroz e livros; pois a moeda não é desejada em si mesma pois não a podemos consumir. As pessoa procuram moeda pois esta serve de lubrificante das actividades económicas.

A. Funções da Moeda
 Meio de Troca ou de pagamento: moeda é um meio de pagamento geralmente aceito para liquidar transações de bens e serviços. A moeda por ser um meio de pagamento geralmente aceito, elimina a necessidade da dupla coincidêcia de desejos verificada nas economias de escambo onde as trocas eram directas, ie, um produto pelo outro. A moeda como meio de pagamento promove a eficiência económica ao reduzir o tempo gasto no intercambio directo de bens, e permite a especialização.
 Unidade de Medida ou Medida de Valor: o uso da moeda como meio de troca torna desnecessário o estabelecimento de muitos preços diferentes, como acontece no Escambo. Em vez de ter preços de cada mercadoria estabelecidos em termos das outras; o preco de cada mercadoria é estabelecidao em termos o meio de troca. A existência de uma unidade de medida permite que se possa medir valor em uma economia em termos de moeda, ex: PIB.
 Reserva de Valor: Uma reserva de valor permite que se possa poupar poder de compra da renda recebida no presente para efectuar gastos no futuro. Esta função é importante pois a maioria das pessoas prefere gastar sua renda ao longo do tempo, e não apenas quando ela é recebida. Existem outros activos que servem de reserva de valor como casas, carros, acções e muitos deles tem vantagem sobre a moeda como reserva de valor; pois alguns rendem taxas de juros maior que a moeda, outros prestam serviços que a moeda não presta. No entanto apesar das vantagens dos outros activos sobre a moeda como reserva de valor as pessoas retêm a moeda por causa da sua liquidez (liquidez é a velocidade com que se pode transformar um activo num meio de troca. A moeda tem o mais alto grau de liquidez, pois ela é o próprio meio de troca).
A qualidade da moeda como reserva de valor depende da evolução do nível de preços, pois seu valor depende dele. Quando os preços sobem o valor da moeda cai.

B. Os custos de Manter a Moeda (Taxa de Juros)
As funções de moeda são muito importantes para o público que este está disposto a incorrer em custos para manter a numerário ou depositos a ordem com baixo rendimento.
O custo de oportunidade de manter moeda são os juros sacrificados para ter moeda líquida em vez de activos ou investimentos menos líquidos ou mais arriscados mas que geram juros mais elevados.
O custo de posse do dinheiro é o juro perdido porque deixou de se possuir outros activos.
C. Motivos de Procura de Moeda
As pessoas demandam moeda para fazer frente a determinados gastos, mantendo parte de sua riqueza na forma de moeda devido ao seu poder aquisitivo, isto é, pela quantidade de bens e serviços que a moeda pode adiquirir. Por esse motivo se diz que a procura por moeda é uma demanda por saldos reais: as público não interessa a quantidade de notas e moedas que detem, mas sim a quantidade de bens e serviços que se pode comprar com a moeda.
Segundo a teoria Keynesiana da preferência pela liquidez, existem 3 motivos pelos quais os agentes económicos procuram a moeda:
 Para Transacções
As famílias e empresas utilizam moeda para suas transações: compra de bens e serviços, pagamento de matéria-primas e do trabalho. A principal variável que influi sobre a demanda de moeda para transação é a renda real. Quanto maior a renda dos agentes, maiores serão as suas compras e maior será a sua demanda por moeda a ser utilizada como meio de troca.
Md= f(y) ∆ Md/∆y >0
 Para Precaução:
As pessoas também procuram moeda para precaução, isto é, para prevenir de situações imprevista como em caso de acidentes e doenças. A demanda precaucional tem uma relação positiva com o nível de rendimento. Md= f(y) ∆ Md/∆y > 0

 Para Especulação
As pessoas conservam sua riqueza sob a forma de moeda e de títulos:
Riqueza = demanda real de moeda + demanda real de títulos
Se as taxas de juro se elevam, os custos de manter moeda tambem aumenta. Assim a demanda por moeda irá reduzir e as pessoas irão comprar títulos e a demanda por títulos irá aumentar.
Assim segundo Keynes , existe uma relação inversa entre a demanda por moeda e as taxas de juro
, a quantidade de moeda desejada será inferior à que os indivíduos detêm. As pessoas tentarão desfazer-se da qtdade de moeda em excesso comprando títulos, o que fará com que o preço dos títulos suba e a taxa de juros se reduzam até que se diminue o excesso de moeda no mercado.
 Se a taxa de juros for inferior a de equilíbrio, os indivíduos demandarão uma quantidade de moeda superior a que detêm. Assim tentarão vender seus títulos, e como a quantidade de títulos é fixa, a venda de títulos reduzirá o preço e aumentará a rentabilidade, fazendo subir a taxa de juros ate atingir o equilíbrio.

A. Alterações na renda real e o mercado Monetário
A renda real é uma das variáveis determinantes do nível de demanda de saldos reais.
 Quando aumenta a renda real a procura de moeda aumenta uma vez que o nível de gastos em bens e serviços também aumenta. Em termos graficos, o aumento na demanda implicará um deslocamento para a direita da curva Md. Dessa forma haverá excesso da demanda de moeda o que fará a taxa de juros subir.
 Se a renda real cair, haverá excesso de oferta de moeda provocada pela redução da demanda de moeda e fará cair a taxa de juros de equilíbrio.
Deslocamento da demanda de moeda: Um aumento na produção ou no nível de preços do país desloca a curva de demanda de moeda para direita e eleva as taxas de juro.

  POLÍTICA MONETÁRIA: INSTRUMENTOS E EFEITOS
Política monetária: são as decisões que as autoridades monetárias tomam a fim de alterar o equilíbrio no mercado monetário, ou seja a fim de modificar a quantidade de moeda ou a taxa de juros.

A política monetária é realizada pelo banco central. A sua principal missão é controlar a oferta de moeda e as condições de crédito do país e para isso, ele dispões de um conjunto de instrumentos de política. Estes podem afectar certos objectivos intermédios (como as reservas, a oferta de moeda e as taxas de juro). Com estes instrumentos há intenção de alcançar os objectivos últimos de uma economia saudável: Inflação reduzida, crescimento rápido do produto e desemprego reduzido

A. Instrumentos de política monetária
 Operações de Mercado aberto: representam compras e vendas de títulos do estado por parte do banco central no mercado aberto para influenciar o nível de reservas. A venda de títulos enxuga a moeda do sistema reduzindo a oferta de moeda. Enquanto que as compras de titulos injecta moeda no sistema aumentando os meios de pagamento.
 Reservas obrigatórias ou legais: de acordo com directrizes do Banco central, os bancos comerciais são obrigados a manter uma determinada parcela dos depósitos á ordem em reservas que não podem ser utilizados pelos bancos para empréstimos e outras aplicações. Estas reservas são mantidas ou em numerário á vista(em cofre) ou como depósito no banco central.
Uma redução da taxa de reservas obrigatórias representa aumento da oferta de moeda pois os bancos comerciais terão mais disponibilidade de meios de pagamento para concessão de empréstimos.
 Política de taxa de desconto ou Redesconto: o Banco Central é banco dos bancos e desempenha a função de emprestador de última instância, na medidade em que concede empréstimos aos bancos comercias quando estes tem problemas de liquidez. O banco central fixa uma taxa de juro para os empréstimos que concede aos bancos comerciais, designada por taxa de desconto.
Uma taxa de desconto baixa representa um estímulo ao aumento de empréstimos por parte de bancos comerciais, que poderão repassar ao sector privado aumentando assim a oferta de moeda.

B. Política Moneária Restritiva VS Expansiva
A Politica monetaria expansiva pode ser conduzida por meio de compra de títulos de mercado aberto, redução da taxa de reservas legais ou redução da taxa de rdesconto. A quantidade de moeda vai aumentar, a curva de oferta de moeda irá se deslocar para a direita reduzindo as taxas de juro.
Caso se siga uma política monetária restritiva por meio da venda de títulos de mercado aberto, aumento da taxa de reservas legais ou aumento da taxa de desconto, a curva da oferta de moeda se deslocará para a esquerda e as taxas de juro aumentarão.

OS EFEITOS DA MOEDA SOBRE O PRODUTO E SOBRE OS PREÇOS

A. Mecanismos de Transmissão Monetária (Teoria Keynesiana)
Mecanismos de transmissão da política monetária refere-se à via pela qual as variações de oferta de moeda são traduzidas em variações do produto, do emprego, dos preços e da inflação.
Suponhamos que em resposta a pressões inflacionárias, o Banco Central decida levar a cabo uma política monetária Expansiva:
 O Bacen realiza operações de mercado aberto através de compra de títulos, o que expande a oferta de moeda.
 No mercado monetário, um aumento da oferta monetária, faz supor um deslocamento para direita da curva Ms, o que leva a redução da taxa de juros.
 A Expansão monetária incrementa o investimento e aumenta, consequentemente, a Demanda Agregada uma vez que o investimento é uma componente da demanda agragada (AD ).
 O aumeno da demanda agregada (traduzida por um deslocamento para cima da AD) incrementa o nível de produção e do emprego.
O mecanismo de transmissão keynesiano é indirecto, uma vez que as variáveis reais são influenciadas através da taxa de juro.
Neste mecanismo, a taxa de juros é a variável chave que transmite o impacto do mercado monetário para o mercado real ou de bens e serviços, por meio dos investimentos, e este, via multiplicador afecta a renda.

Política monetária Restritiva ou Contracionista:
∆M<0> Ms &lt; Md ; para suprir o “gap” o público vai desfazer-se de títulos; =&gt; venda de títulos =&gt; oferta de títulos aumenta =&gt; ∆Pb &lt; 0 =&gt; ∆i&gt;0 =&gt; ∆I &lt; 0 =&gt; ∆AD &lt; 0 =&gt; AD &lt; AS =&gt; ∆Y &lt; 0 e ∆P &lt; 0.

 Política Monetária Expansiva O mecanismo de transmissão keynesiano é indirecto, uma vez que as variáveis reais são influenciadas através da taxa de juro. Neste mecanismo, a taxa de juros é a variável chave que transmite o impacto do mercado monetário para o mercado real ou de bens e serviços, por meio dos investimentos, e este, via multiplicador afecta a renda. Política monetária Restritiva ou Contracionista: ∆M<0> Ms &lt; Md ; para suprir o “gap” o público vai desfazer-se de títulos; =&gt; venda de títulos =&gt; oferta de títulos aumenta =&gt; ∆Pb &lt; 0 =&gt; ∆i&gt;0 =&gt; ∆I &lt; 0 =&gt; ∆AD &lt; 0 =&gt; AD &lt; AS =&gt; ∆Y &lt; 0 e ∆P &lt; 0. Represente no gráfico a Política monetária restritiva: exercite B.
Política monetária e Armadilha de liquidez Para níveis muito baixos de taxa de juro, a expectativa de uma subida futura na taxa de juro desistimularia o público de demandar titulos, por medo de possiveis perdas de capital. E assim a cuva de demanda por moeda se tornaria completamente elástica(horizontal): a economia teria caido em armadilha de liquidez. Armadilha de liquidez representa a possibilidade de um aumento na quantidade de moeda não reduzir a taxa de juros. A possibilidade de armadilha de liquidez põe em causa o mecanismo de transmissão e a efectividade da política monetária. Nesse sentido, supondo que a economia esteja em profunda depressão e as taxas de juro muito baixa.
Se o Banco aumentar a oferta de moeda ira deslocar a curva Ms para direita e o equilibrio passa de E0 para E1. Na nova situação a taxa de juro não se alterou, pois o público está disposto a amanter toda moeda adicional em espécie, em vez de assumir o risco de comprar mais titulos. Na medida em que ninguem compra activos, o seu preço nao se altera e a taxa de juro não se reduz. Dizemos então que a moeda adicional caiu na armadilha de liquidez, ou seja, na seção horizontal da curva Md. Em tais condições, como a taxa de juro não diminui, uma política monetária expansionista seria nula, pois o impacto da expansào da oferta de moeda sobre a taxa de juro seria nula.

  ABORDAGEM CLÁSSICA DA PROCURA DE MOEDA E A POLITICA MONETÁRIA A.

Teoria Quantitativa da moeda e a politica monetaria Dos três motivos que apresentamos para explicar a demanda por moeda, os Clássicos destacam o motivo de demanda para transação. Para estes as pessoas demandam moeda fundamentalmente porque querem comprar bens e serviços. A demanda de moeda para transação aumenta junto com a renda dos indivíduos. Para as empresas sucede-se o mesmo: a quantidade de demanda para pagar funcionários e fornecedores depende do volume de operações da empresa. Asim no nível de toda a economia a demanda por moeda depende do volume do Produto nacional.
Quanto maior a produção, maior a quantidade demandada de moeda para adquirir esses bens.
Caso não exista maior quantidade de moeda, a mesma moeda deverá ser utilizada mais de uma vez para realizar transações.
 Essa relação é expressa pela equação quantitativa da moeda. M*V = P*Y A equação de troca afirma que a quantidade de moeda multiplicada pelo nr de vezes que essa moeda é gasta em um determinado ano deve ser igual a renda nominal. Isto implica que a característica mais importante desta teoria é que ela indica que as taxas de juro não tem nenhum efeito sobre a demanda de moeda.
 M= massa monetária
V = velocidade de circulação de moeda, ou nr médio de vezes que um dolar é gasto na compra de bens e serviços produzidos no pais.
P = nível de preços
Y = PIB (Produção) Para os clássicos, os preços são flexíveis, a economia opera no nível de pleno emprego de tal forma que o produto agregado (Y) é de pleno emprego e este permanece constante no curto prazo.
Os classicos assumem que Y e V são constantes no curto prazo.. Assim, a teoria quantitativa da moeda implica que uma variação na oferta de moeda leva a uma variação no nível geral de preços. Se a oferta de moeda duplicar, os preços também irão duplicar. B.
Mecanismo de Transmissão da Política Monetária (Teoria Clássica) O mecanismo de transmissão clássico é directo, ou seja, as alterações no sector monetário (∆M) reflectem-se no sector real (∆P e/ou ∆Y) de forma directa, sem qualquer interferência de outras variáveis (taxa de juro). a) Política monetária expansiva: ∆M&gt;0 =&gt; Ms &gt; Md =&gt; procura de bens e serviçosaumenta, uma vez que o público procura M somente para transacções. (=&gt; ∆AD &gt; 0 ) haverá no mercado excesso da procura sobre a oferta(=&gt; AD &gt; AS)e Uma vez que Y = Yp e é constante no curto prazo, um aumento na demanda agregada ( ∆AD &gt; 0 ) leva a um aumento no nível geral de preços (=&gt; ∆P &gt; 0 )(redução do nível geral de preços).


b) Política monetária restritiva:
∆M<0> Ms &lt; Md =&gt; procura de bens e serviços reduz, uma vez que o público procura M somente para transacções. =&gt; ∆AD &lt; 0 =&gt; AD &lt; AS. Uma vez que Y = Yp e é constante no curto prazo, ∆AD &lt; 0 =&gt; ∆P &lt; 0 (redução do nível geral de preços).
Para os clássicos o produto nacional tende ao nível potencial e é constante no curto prazo, portanto uma alteração na quantidade de moeda se reflectirá nos preços e não no produto real.
Este resultado é conhecido como Dicotomia clássica segundo a qual variações nas variáveis nominais(moeda)não afectam as variáveis reais(PIB). A dicotomia entre variáveis nominais e reais é inevitável, pois mudanças na quantidade de moeda não afectam variáveis reais. Para os clássicos a moeda é neutra.

IS-LM

1. INTRODUÇAO A análise IS-LM procura sintetizar, em um só esquema gráfico, muitas situações da política econômica, por meio de duas curvas: Curva IS (investment saving) e Curva LM (liquidity money). Este esquema resume os pontos de equilíbrio conjunto do lado monetário e do lado real da economia, entre a taxa de juros e o nível de renda nacional.


2. EQUILIBRIO DO LADO REAL

O que é a Curva IS? É um conjunto de pontos de equilíbrio no mercado de bens e serviços, ou seja, é um ponto geométrico das combinações de i e y que equilibram o mercado de bens e serviços onde vazamentos são iguais às injeções, ou onde oferta agregada iguala a demanda de bens e serviços.

3. Fatores que afetam a inclinação da curva IS: • Declividade da função poupança, ou seja a propensão marginal a poupar. • Declividade da função investimento, ou seja a elasticidade dos investimentos em relação as taxas de juros. Fatores que deslocam a curva IS: A curva é deslocada pela variação dos seguintes itens: G(gastos governo), T(tributos), X(exportações), M(importações), C(consumo) e I(investimento), quando estas não são induzidas por alterações na renda e nas taxas de juros. As variações devem ser exógenas para deslocar a curva. A curva é deslocada por fatores exógenos que deslocam a oferta e demanda agregadas por moeda. Uma política monetária expansionista desloca a LM para a direita, significando que, em dados níveis da taxa de juros, aumentam os gastos do governo.

4. Em uma política fiscal expansionista ocorrendo um aumento nos gastos do governo a curva i(investimento) desloca-se para a direita aumentando também os níveis das taxas de juros e também os gastos do governo, ou seja o nível de demanda agregada é maior.

5. Resumo curva IS: • A curva IS tem inclinação descendente e para a direita (negativamente inclinada) • A curva IS será relativamente pouco (muito) inclinada se a elasticidade da demanda por investimento em relação aos juros for relativamente alta (baixa) • A curva IS deslocar-se-á para a direita (esquerda) quando houver um aumento (uma queda) dos gastos do governo. • A curva IS deslocar-se-á para a esquerda (direita) quando os impostos aumentarem (declinarem) • Um aumento (uma queda) nos dispêndios com investimentos autônomos deslocará a curva IS para a direita (esquerda)

6. EQUILIBRIO DO LADO MONETARIO

O que é a curva LM? É o conjunto de combinações, de i(taxas de juros) e y(produção e renda) que equilibram o mercado monetário, ou seja, é a liquidez monetária do País. Sendo uma relação direta entre i e y onde o aumento da taxa de juros i ocasiona uma diminuição na demanda de moeda por especulação, como oferta de moeda é fixada sobra mais moeda para transações, as pessoas gastam mais, a demanda agregada aumenta e cresce também o nível de renda y.

7. Fatores que afetam a inclinação da curva LM: • Declividade da demanda de moeda por transações e precauções; • Declividade da demanda de moeda por especulação , ou seja a elasticidade da demanda de moeda em relação a taxa de juros i. Fatores que deslocam a curva LM: Oferta de moeda Ms, afetada devido a alterações de política monetária, a sim como mudanças na taxa de reservas obrigatórias, e políticas de open market e, redescontos; Demanda de moeda por transações e precaução, afetada por variações nos hábitos da coletividade, no grau de verticalizaçao ou expectativas sobre a inflação futura que afetam a velocidade-renda da moeda; Demanda de moeda por especulação, alterada por variações nas expectativas sobre a rentabilidade futura dos títulos.

8. Uma alteração da demanda de moeda por transações e precaução devido a um aumento da renda, é uma variação induzida ao longo da curva LM, enquanto uma alteração da demanda de transações e precaução são devidas a mudanças em v ou nas expectativas deslocam a curva LM.

9. Resumo curva LM: • É a curva que da as combinações de valores de renda e taxa de juros que produzem o equilíbrio no mercado monetário. • Tem inclinação ascendente para a direita )positivamente inclinada) • Terá relativamente pouco (muito) inclinada se a elasticidade da demanda por moeda em relaçao aos juros for relativamente alta (baixa) • Terá deslocamento descendente (ascendente) para a direita (esquerda), com um aumento (decréscimo) na oferta de moeda. • Terá deslocamento ascendente (descendente) para a esquerda (direita) com um deslocamento da função demanda por moeda, que aumenta (diminui) a quantidade de moeda demandada a determinados níves de re da e taxa de juros.

10. A INTERLIGAÇÃO DO LADO REAL E O LADO MONETÁRIO

Essa interligação se da quando as taxas de juros i e o nível de renda real y, equilibram simultaneamente o lado real do lado monetário. EFEITO DE ALTERAÇÕES NA POLÍTICA FISCAL SOBRE O EQUILÍBRIO Cabem duas observações acerca dos efeitos de um aumento dos gastos do governo: Primeiro, existe um fenômeno conhecido como crowding out ou efeito deslocamento, devido ao aumento das taxas de juros, motivados pelo maior volume de G. o acréscimo em G aumenta as taxas de juros e, com isso, diminui a demanda de investimentos privados I. Em Segundo lugar, e derivado também da elevação da taxa de juros, observa-se que o efeito multiplicador Keynesiano não é completo, só seria completo na “ armadilha da liquidez”, em que um aumento em G não afeta a taxa de juros de mercado e, portanto, não afeta a demanda de investimentos.

11. EFEITO DE ALTERAÇÕES DE POLÍTICA MONETÁRIA SOBRE O EQUILÍBRIO

Uma maior oferta de moeda torna a taxa de juros mais barata, o que provoca três efeitos paralelos: Aumenta i, aumenta Demanda Agregada(DA), aumenta renda (, aumenta Demanda Agregada(DA), aumenta renda (y) Aumenda Mde, devido à queda na taxa de juros Aumenta Mt+p, devido ao aumento da renda real
12. EFICACIA DA POLITICA MONETÁRIA E DA POLITICA FISCAL O aumento no nível de renda, dependerá das elasticidades das curvas IS e LM. No fundo, depende da sensibilidade do nível de renda em relação a variações da taxa de juros. Vale destacar três trechos da curva LM Trecho clássico: LM não é sensível a taxa de juros. Portanto, a demanda especulativa é nula. Nessas condições, a política monetária é eficaz e a política fiscal ineficaz para aumentar o nível de atividade. Trecho keynesiano: é a armadilha da liquidez, em que a elasticidade da demanda da moeda em relação a taxa de juros é infinita. A política monetária é ineficaz e a política fiscal é eficaz, para promover aumentos de renda. Trecho intermediário: também um trecho keynesiano, onde LM é sensível a taxa de juros. Nesse trecho, a eficácia das políticas fiscal e monetária depende da inclinação e da posição das curvas IS e LM.

13. EFICÁCIA DAS POLITICAS ECONÔMICAS E FORMAS DA OFERTA AGREGADA

O modelo IS-LM, em sua formulação original, supõe uma economia abaixo do preço-emprego, com preços e salários constantes, e destaca o papel da demanda agregada. Assume que os aumentos da demanda agregada induzidos pelas políticas econômicas expansionistas produzem aumentos da renda sem provocar alterações nos preços. Assim, qualquer políticas expansionista que aumente a demanda agregada é capaz de aumentar a renda, sem qualquer alteração nos preços. Essa é a formulação original do modelo básico de Hicks-Hansen. De outra forma, se os salários podem variar livremente, isto é, são flexíveis, os aumentos da demanda agregada, além de produzir elevações na renda, também provocam aumentos de preço. Eventualmente, se a oferta agregada for completamente inelástica, os preços aumentarão tanto que terminam anulando completamente os efeitos positivos das políticas econômicas expansionistas.

CURVA DE PHILLIPS

introducao
O modelo keynesiano simples, exposto no texto anterior, mostra que a insuficiência de
demanda agregada (gastos de consumo, mais gastos de investimento, mais gastos do governo,
numa economia fechada) leva a uma situação em que o produto efetivo é inferior ao produto
potencial (ou seja, inferior à capacidade de produção, ilustrada pela curva de possibilidades de
produção). Nesse caso, haverá subutilização de fatores de produção e, em particular, desemprego
de mão-de-obra. Por outro lado, se há um excesso de demanda, em relação à capacidade de
produção, isso produzirá inflação.
Pode-se supor, assim, que haja uma relação inversa entre os níveis de desemprego e de
inflação. Essa relação, na forma indicada no gráfico abaixo, foi verificada em muitos estudos
empíricos, tendo sido pioneiro o publicado, em 1958, pelo economista neozelandês A. W. Phillips.
Em decorrência disso, a curva abaixo ficou conhecida como Curva de Phillips.

 A Curva de Phillips
Phillips examinou, de fato, a relação entre taxas de desemprego e taxas de aumento dos
salários nominais, usando dados para o Reino Unido, relativos ao período de 1861 a 1957. Mas a
maioria dos trabalhos posteriores focalizou a relação entre desemprego e inflação de preços, em
lugar de inflação de salários. Assim, quando se fala em Curva de Phillips, tem-se em mente, em
geral, uma relação inversa entre o nível de desemprego e o nível de inflação.
Estudos para vários países — além do de Phillips — constataram, de fato, movimentos em
sentido oposto das taxas de inflação e de desemprego, ao longo do tempo, pelo menos no período
até o final da década de 1960. Em termos de política econômica, isso podia ser interpretado como a
expressão de uma alternativa implícita, para as autoridades econômicas (um trade-off ), entre a
eliminação da inflação e a eliminação do desemprego. O que uma relação como a expressa pela
curva abaixo indicaria é a necessidade de chegar a um meio-termo: para obter uma redução do
desemprego a um dado nível, seria preciso conviver com a correspondente taxa de inflação. Ou,
simetricamente: para se ter uma inflação baixa, seria necessário aceitar um menor nível de

emprego. A sociedade deveria decidir qual a combinação aceitável das duas taxas.
Gráfico 1 – A Curva de Phillips: taxa de inflação x taxa de desemprego


 Emprego e inflação de demanda
Uma interpretação simples do significado econômico da Curva de Phillips está associada aos
efeitos do aumento num dos componentes autônomos da demanda agregada (v. o texto
“Macroeconomia”, de Roberto Ellery Jr., para definição de gasto autônomo). Suponha, por
exemplo, que ocorra uma expansão dos gastos de investimento; mais concretamente, imagine que,
numa determinada cidade, põe-se em operação uma fábrica de sapatos. Para a construção e
instalação dessa fábrica, serão contratados trabalhadores locais. Supondo que esses cidadãos
estivessem antes desempregados (vivendo com os pais, por exemplo), reduzir-se-á, em
consequência, a taxa de desemprego nessa localidade.
Ao aumento de emprego corresponde um aumento de renda e, portanto, de consumo. Com
mais dinheiro no bolso, os novos trabalhadores modificarão seus hábitos de consumo: poderão ir
ao cinema, frequentar o shopping, renovar seu guarda-roupa, comer em restaurantes; onde se
bebia água durante as refeições, passa-se a beber refrigerante ou suco; e assim por diante. Haverá
um deslocamento para a direita nas curvas de demanda por tais bens ou serviços.
Esse deslocamento nas curvas de demanda vai alterar o preço de equilíbrio, nos mercados
respectivos. A magnitude do efeito sobre os preços vai depender de vários fatores: a extensão do
incremento na demanda, o nível de concorrência no mercado considerado, a elasticidade da oferta,
etc. Mas haverá, em geral, uma pressão no sentido do aumento nos preços, como indicado no
Gráfico 2. Se isso se der num número significativo de mercados, haverá tendência a uma inflação de
demanda.

Gráfico 2 – Deslocamento na demanda e preço de equilíbrio









 

(No Gráfico 2, a curva de demanda se desloca para direita e para cima, de D para D’, o que
provoca uma elevação na quantidade demandada de Qeq para Qi e no preço de equilíbrio de Peq
para Pi).
Havendo aumento generalizado de preços, ou seja, inflação, o efeito geral das
transformações ocorridas na economia considerada, em consequência do aumento de gastos de
investimento, será o indicado na Curva de Phillips do Gráfico 3. O período inicial corresponde ao
ponto A, e o período posterior à efetivação do investimento ao ponto B. Passa-se de uma situação
de maior desemprego e menor inflação para uma situação de menor desemprego e maior inflação.

Gráfico 3 – Deslocamento ao longo da Curva de Phillips



É claro que uma redução posterior de renda na cidade em questão, por qualquer motivo,
poderia provocar um movimento oposto, de B para A.

A Ação Governamental
Na visão de Keynes, como vimos, as decisões de investimento são muito influenciadas pelas
expectativas dos investidores quanto ao futuro, de tal forma que os gastos de investimento são
vistos como um componente exógeno da demanda agregada, pouco influenciável por decisões de
política econômica. Ações deliberadas no sentido de uma redução do desemprego dependeriam,
assim, de intervenções diretas do governo, seja no sentido de um aumento em seus próprios
gastos, seja buscando aumentar os gastos de consumo, pela redução de impostos.
Nesse sentido, a determinação do ponto da Curva de Phillips em que uma dada economia se
situasse resultaria da atuação do governo, a partir de uma escolha social quanto às alternativas de
inflação e desemprego. Em situações em que o nível de demanda agregada acarretasse baixa
produção e uma taxa de desemprego julgada inaceitável, o policy maker poderia, por meio de
medidas que levassem ao aumento de gastos, diminuir o percentual de desempregados, aceitando
em contrapartida uma taxa de inflação maior. Ao contrário, numa conjuntura em que a inflação
superasse um patamar suportável, promover-se-ia um corte de gastos, o que causaria
deslocamentos para a esquerda nas curvas de demanda, e assim queda nos preços, na produção e,
consequentemente, no emprego. Essa política representaria uma opção por menor inflação e
maior desemprego.

 Curva de Phillips: outras interpretações
Com o aumento dos níveis mundiais de inflação na década de 1970, seguindo-se aos
choques do petróleo, as relações antes observadas entre inflação e desemprego, a partir da
determinação empírica de Curvas de Phillips, em geral deixaram de ser observadas. Por exemplo:
para um dado nível de desemprego, verificavam-se, nessa fase, taxas de inflação mais altas do que
as constatadas nos anos anteriores a 1970. Aparentemente a Curva de Phillips deslocava-se para
cima.
Uma possível explicação para isso partiria da introdução de um elemento antes não
considerado nas teorizações sobre a Curva de Phillips: as expectativas quanto à inflação futura (que
estariam mais altas, nos anos setenta). Vários economistas, como Milton Friedman1, argumentaram
que a relação entre inflação e desemprego, levando em conta os mecanismos de fixação de salários
no mercado, dependeria crucialmente das expectativas de inflação.
Essa reconsideração da análise da Curva de Phillips se fez no bojo do desenvolvimento de
novas teorias macroeconômicas, fenômeno observado a partir da década de 1970, após um
período em que as ideias de Keynes dominaram amplamente o pensamento econômico. Essas
novas formulações representam, em parte, uma volta às concepções dos economistas “clássicos”,
tendentes a favorecer, em termos de política econômica, os mecanismos de mercado, em
detrimento de intervenções governamentais (que são centrais no sistema keynesiano, como
vimos). A análise dos chamados “novos clássicos” dá grande importância, entre outros fatores, a
uma ligação entre a macroeconomia e a microeconomia, procurando estabelecer, com cuidado, os
fundamentos microeconômicos das análises macro.
De outra parte, o período atual presencia também uma renovação e atualização do
pensamento keynesiano: os “neokeynesianos” procuram conciliar a visão geral de Keynes com os
desenvolvimentos analíticos recentes.
Não cabe, num curso introdutório, entrar em detalhes sobre as controvérsias da
macroeconomia atual. Em termos muito gerais, pode-se repetir o que já foi dito em texto anterior
da disciplina: os princípios da análise keynesiana são úteis para entender fenômenos importantes
do curto prazo, como as oscilações da atividade econômica, e fundamentam políticas anticíclicas
freqüentemente adotadas. Por outro lado, a análise clássica (e “novo-clássica”) ilumina tendências
de longo prazo da economia, indicando inter-relações fundamentais entre variáveis e esclarecendo
a operação dos mecanismos de mercado.

Bibliografia:
CASTRO, Steven. Taxa de juros do BC como Política Anti-inflacionária. Apostila de Introdução a
Economia - UnB.
PEARCE, David W. The MIT dictionary of modern economics. MIT Press Edition. Cambridge,
Massachusets: 1994.
ELLERY, Roberto. Macroeconomia. Apostila de Introdução a Economia - UnB.
SACHS, Jeffrey D. &amp; LARRAIN, Felipe. Macroeconomics in the global economy. Prentice-Hall Inc.,
1993.
SERRANO, Franklin. O dilema entre inflação e desemprego. Revista Ciência Hoje. Vol. 39.
Dezembro, 2006. Sinergia Gráfica e Editora Ltda. p. 16-17.

INFLACAO E O DESEMPREGO

Inflação e definida como sendo a subida generaliza de preços
A inflação pode ser classificada tendo em conta as seguintes categorias
Inflação Moderado-e caracterizado por aumento lento e preços previsíveis, ocorre geralmente quando os preços estão estáveis. as famílias e outros agentes económicos confiam na moeda como reserva de valores
Inflação Galopante-e inflação de 2 ou 3 dígitos onde as pessoas detém a moeda apenas no momento mínimo para realizar as suas trasancoes diárias. a moeda perde o seu valor muito rapidamente.
Hiperinflacao-quando os preços aumentam na sua generalidade em mais de 50% .
com essas pequenas definicoes pode-se notar que a inflação e de facto uma pedra no sapato para as famílias assim também como para o governo, isto por que, no curto prazo a inflação tem uma relação inversa com o desemprego,isto e,:

quando o desemprego aumenta, a inflação diminuem e quando a inflação aumenta o desemprego diminuem, nesse contexto o governo fica perante um Tradeoff, ele terá que decidir se pretende um alto nível de desemprego ou um alto nível de inflação.
primeiro devemos ter em mente de que a inflação depende principalmente da taxa de crescimento da oferta de moeda, variável essa controlada pelo Banco Central
O Índice de Miséria, uma medida de saúde económica, soma a inflação com a taxa de desemprego
A sociedade enfrenta no curto prazo um tradeoff entre inflação e desemprego
 Se expandirmos a demanda agregada podemos diminuir o desemprego, mas ao custo do aumento da inflação
 Se contrairmos a demanda agregada podemos diminuir a inflação, mas ao custo do aumento do desemprego


O Custo de Reduzir a Inflação

Para reduzir a inflação o BC tem que adoptar políticas monetárias restritivas
 Quando o BC diminui a taxa de crescimento da oferta de moeda ele contrai a demanda agregada
 Isso reduz a quantidade que as empresas podem produzir de bens e serviços
 Isso leva a aumento do desemprego
E de salientar que para reduzir a inflação uma economia enfrentará um período de alto desemprego e pequena produção
 Quando o BC trava uma batalha contra a inflação a economia desloca-se, para baixo, ao longo da Curva de Phillips de curto prazo
 A economia enfrenta então, inflação mais baixa mas com maiores níveis de desemprego