As políticas econômicas intervencionistas foram inauguradas por
Roosevelt com o New Deal, que respaldaram, no início da década de 1930, a
intervenção do Estado na Economia com o objetivo de
tentar
reverter uma depressão e uma crise social que ficou conhecida como a
crise de 1929 e, quase simultaneamente, por Hjalmar Horace Greeley
Schacht na Alemanha Nazista. Cerca de 3 anos mais tarde, em 1936, essas
políticas econômicas foram teorizadas e racionalizadas por Keynes em sua
obra clássica Teoria geral do emprego, do juro e da moeda . A teoria de
Keynes é baseada no princípio de que os consumidores aplicam as
proporções de seus gastos em bens e poupança, em função da renda.
Quanto
maior a renda, maior a porcentagem desta é poupada. Assim, se a renda
agregada aumenta em função do aumento do emprego, a taxa de poupança
aumenta simultaneamente; e como a taxa
de acumulação de capital
aumenta, a produtividade marginal do capital reduz-se, e o investimento é
reduzido, já que o lucro é proporcional à produtividade marginal do
capital. Então ocorre um
excesso de poupança, em relação ao
investimento, o que faz com que a demanda (procura) efetiva fique abaixo
da oferta e assim o emprego se reduza para um ponto de
equilíbrio em que a poupança e o investimento fiquem iguais.
Como
esse equilíbrio pode significar a ocorrência de desemprego involuntário
em economias avançadas (onde a quantidade de capital acumulado seja
grande e sua produtividade
seja pequena), Keynes defendeu a tese de que o Estado deveria intervir na fase recessiva dos
ciclos
econômicos com sua capacidade de imprimir moeda para aumentar a procura
efetiva através de déficits do orçamento do Estado e assim manter o
pleno emprego. É importante lembrar que Keynes
nunca defendeu o
carregamento de déficits de um ciclo econômico para outro, nem muito
menos operar orçamentos deficitários na fase expansiva dos ciclos. Deve
notar-se que, para o estado aumentar a procura efetiva, deve gastar mais
do que arrecada, porque a arrecadação de impostos reduz a procura
efetiva, enquanto que os gastos aumentam a procura efetiva.
O
ciclo de negócios segundo Keynes ocorre porque os empresários têm
"impulsos animais" psicológicos que os impedem de investir a poupança
dos consumidores, o que gera desemprego e reduz a demanda efetiva
novamente, e por sua vez causa uma crise econômica.
A crise, para
terminar, deve ter uma intervenção estatal que aumente a demanda efetiva
através do aumento dos gastos públicos. Keynes assinalou a importância
da demanda agregada, e legitimou o recurso a déficits fiscais em
momentos de recessão. No entanto, jamais defendeu déficits públicos
crônicos. Seu pressuposto foi sempre o de que uma economia nacional
equilibrada, do ponto
de vista fiscal, poderia, por um breve período, sair do equilíbrio para restabelecer o nível de emprego
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