sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

ADAM SMITH E A “MÃO INVISÍVEL”: O FUNCIONAMENTO DO MERCADO

Para muitos economistas, a Economia Moderna data de 1776, ano da publicação do famoso livro A Riqueza das Nações, da autoria de Adam Smith (1723-1790). A obra de Smith está escrita em 5 extensos livros e o argumento central é o de que a economia do mercado serve melhor o interesse público.

O termo "mão invisível" foi dado por Adam Smith, para significar a forma como funciona o mecanismo de mercado ou o mecanismo de preços ou ainda o sistema de preços, isto é, como é que tal sistema é capaz de coordenar, em simultâneo, decisões independentes de infinitos compradores (os compradores querem comprar mais quando o preço baixa) e de infinitos devedores (os vendedores querem vender mais quando o preço sobe).

Visto que o mecanismo de preços conduz a um equilíbrio automático, Adam Smith concluiu que é como se existisse uma "mão invisível" que maximiza o bem-estar individual e a eficiência económica.

Quanto ao papel do Estado, Adam Smith defende que o Estado não deveria interferir no funcionamento da economia. O Estado deveria adoptar uma política de "laissez-faire", deixando tudo à livre iniciativa dos privados. Sendo assim, a intervenção do Estado deveria ser mínima apenas para garantir as condições para o cumprimento das regras de jogo (Lei e Ordem, infra-estruturas sociais como estradas e pontes, etc.) no funcionamento do mercado.

3.2 O PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA MODERNA

A filosofia da "mão invisível" de Adam Smith, respeitante à eficiência do mecanismo de preços, teve a sua credibilidade com o advento do capitalismo liberal que vigorou durante os séculos XVIII e XIX no chamado mundo ocidental. Vivia-se então a economia de mercado na sua forma mais pura: a concorrência perfeita.

Foi a partir de situações de grave crise sofridas pelas economias da Europa Ocidental, nomeadamente, com:
 a 1ª Guerra Mundial (1914-1918);
 a Grande Depressão (1929-1933) que gerou uma crise massiva de desemprego sem precedentes;
 e a 2ª Guerra Mundial (1939-1945),
durante as quais as forças de mercado mostravam-se incapazes de encontrar o equilíbrio económico desejável que o Estado foi obrigado a pôr de lado o seu papel neutral para passar a intervir na actividade económica.

John Maynard Keynes (1883-1946) um famoso economista inglês, é autor do livro sobre A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936), do inglês The General Theory of Employment, Interest and Money no qual conseguiu explicar o que estaria por detrás do fenómeno de desemprego em massa que ocorreu na Grande Depressão dos anos 30 e lança as bases para o estudo da Economia Moderna: a Macroeconomia. O que até então se estudava, a chamada Economia Clássica, desde os tempos de Adam Smith (o Pai da Economia Política) corresponde ao que modernamente se passou a designar por Microeconomia.

Quer dizer, Keynes saiu dos parâmetros da economia voltada para o estudo da ciência económica sob um ponto de vista individualizado (o preço do produto, a empresa, o mercado, etc.) para o estudo de funções agregadas como o Consumo, a Demanda agregada, a Oferta agregada, o Desemprego, a Inflação e outras que aprenderemos a seu tempo.
Keynes argumentava que face à crise massiva de desemprego sem precedentes, o Estado deveria intervir uma vez que as forças de mercado, só de per si, não estavam capazes de produzir no pleno emprego dos factores de produção. A intervenção do Estado dá lugar ao que se designou por Intervencionismo.

Segundo Keynes, a intervenção do Estado iria estimular a Demanda Agregada e poria fim ao problema do Desemprego

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